Alone in the Dark: A esquecida franquia que inventou o Survival Horror

Publicado por Vinicius Miranda em

Alone in the Dark: A esquecida franquia que inventou o Survival Horror

Alone in the Dark está voltando! Veja neste artigo o que preparamos para você se situar na franquia que revolucionou o gênero de survival horror.

Alone in the Dark: A esquecida franquia que inventou o Survival Horror

Muitos podem não conhecer esse título atualmente, mas se trata da talvez franquia mais importante do gênero de Survival Horror nos games. Foi essa saga que definiu diversos padrões que foram consagrados posteriormente por títulos como Resident Evil e Silent Hill.

Deixado no limbo por alguns anos devido a lançamentos malsucedidos, Alone in the Dark será trazido de volta no formato de um remake do primeiríssimo game. Mas como queremos que todos conheçam essa franquia de perto, preparamos aqui um levantamento geral de todos os games da saga Alone in the Dark, para você ficar por dentro quando o jogo novo finalmente chegar.

Alone in the Dark

Alone in the Dark (1992 – Infogrames)

O primeiro Alone in the Dark foi desenvolvido pela Infogrames e lançado em 1992, sendo um dos primeiros games da história a ser feito com gráficos tridimensionais. O game nos coloca na pele de dois personagens: o detetive particular Edward Carnby, e uma mulher chamada Emily Hartwood. A história se passa numa mansão chamada Derceto, cujo dono, o tio de Emily, Jeremy Hartwood, cometeu suicídio. Carnby é contratado para investigar a morte de Jeremy, enquanto Emily investiga por conta própria. Porém, ao chegar na mansão, criaturas sombrias começam a aparecer, mostrando que o buraco é mais em baixo por ali.

O game hoje em dia pode ser considerado extremamente datado, tanto no quesito visual como em gameplay. Os personagens são bem poligonais, os movimentos são lentos e “truncudos”, além de certas mecânicas hoje em dia serem um pouco inconvenientes, como por exemplo, precisar acessar o menu para ativar o movimento de empurrar objetos. Nós podemos escolher entre dois protagonistas logo no início da jogatina, podendo ser o Edward Carnby ou a Emily Hartwood. Porém, fora a escolha do personagem, nada muda em relação aos caminhos que podem ser tomados, é mais a preferência do personagem mesmo. Inclusive, dizem que Emily só foi incluída no game como tentativa de atrair o público feminino para o título.

Alone in the Dark (1992 – Infogrames)

O primeiro jogo não é muito longo, porém apresenta uma série de puzzles desafiadores que nos obrigam a perambular pelo cenário em busca dos itens necessários para avançar na aventura. Os inimigos são fortes e os itens e equipamentos são escassos. Por conta disso, temos que ser estratégicos e escolher bem os momentos de combate. Dá para enfrentar os inimigos com as mãos nuas, porém apenas um por vez, então se tiver mais de um inimigo avançando contra o nosso personagem, a melhor opção é correr. O que pode ser incômodo para quem tentar jogar atualmente é a necessidade de abrir o menu para definir as ações do personagem, como lutar, abrir e fechar baús e armários, empurrar objetos, e por aí vai. Isso tira a dinâmica da jogatina, mas para a época essa limitação era comum.

Os gráficos são ótimos para o início dos anos 90, principalmente considerando que a indústria de games ainda estava conhecendo a nova tecnologia 3D. Mesmo assim, o game não é totalmente tridimensional, tendo cenários pré-renderizados (como se fossem fotografias), e apenas os personagens, inimigos e objetos interativos sendo modelados em 3D. Esse estilo gráfico se tornou comum principalmente nos anos 90 e início dos anos 2000. Por conta da tecnologia ainda ser nova na época, muitos bugs e travamentos aconteciam durante a jogatina, o que na época era comum também.

Alone in the Dark é considerado um dos jogos mais influentes da história dos games. A sua versão original lançada em 1992 saiu para MS-DOS. Em 1993 ele ganhou versões para PC-98 e FM Towns desenvolvidas pela Arrow Micro-Techs, e também para 3DO desenvolvida pela Krisalis. Em 2014 o jogo ganhou versão para iOS desenvolvida pela Kung-Fu Factory. Atualmente ele também pode ser encontrado em plataformas atuais de games para PC, como a GOG e a Steam.

Alone in the Dark 2

Alone in the Dark 2 (1993 – Infogrames)

Alone in the Dark 2 saiu em 1993, sendo uma sequência direta do primeiro jogo. A história se passa 3 meses depois da aventura anterior. Estamos novamente na pele de Edward Carnby, que parte para outra mansão, chamada de Hell’s Kitchen, para investigar a morte do seu parceiro e também o sequestro de uma menina chamada Grace Saunders. Chegando na mansão, Edward descobriria que estava lidando com mais uma mansão assombrada, e agora tem que resgatar Grace e escapar dali.

O game é extremamente parecido com o primeiro, tanto em gráficos como em gameplay. Uma das críticas, inclusive, é justamente essa semelhança, que faz Alone in the Dark 2 parecer mais uma expansão do primeiro jogo do que uma sequência. Porém, existem leves melhorias, como a maior variedade de inimigos, armas e itens. O jogo tem um pouco mais de foco em ação, os movimentos ficaram um pouco menos truncados, e a ambientação é um pouco mais variada. Mesmo sendo outro cenário de mansão mal-assombrada, dessa vez temos a opção de explorar o exterior da mansão também, enquanto no primeiro jogo estamos presos à parte interna do lugar. Ao contrário da aventura anterior, dessa vez não temos seleção de personagem para jogar, tendo apenas Carnby como personagem controlável. No entanto, existem certos momentos em que controlamos Grace, e nesses trechos o stealth é fundamental, já que se trata de uma criança frágil que não consegue lutar.

Alone in the Dark 2 (1993 – Infogrames)

Alone in the Dark 2, apesar de não ser tão diferente do primeiro game, é sim um título que agradou e vendeu bastante. Ele foi lançado em 1993 para MS-DOS, e em 1994 para PC-98 e FM Towns, além de 3DO em 1995. Todas essas versões foram desenvolvidas pelas mesmas empresas do game anterior. Em 1996 o game também foi lançado para Mac, Playstation e Sega Saturn. Essas versões receberam os nomes de Alone in the Dark: Jack is Back na Europa, e Alone in the Dark: One-Eyed Jack’s Revenge na América do Norte. Assim como o primeiro jogo, hoje em dia o game está disponível em plataformas modernas do PC, como a Steam e a GOG.

Alone in the Dark 3

Alone in the Dark 3 (1994 – Infogrames)

Em 1994 foi lançado o 3º game da saga, Alone in the Dark 3. A história se passa 2 anos após o segundo jogo, levando Edward Carnby a investigar o desaparecimento de um elenco de um filme de faroeste que estava sendo filmado em uma cidade abandonada. Uma das atrizes desse elenco, inclusive, é a Emily Hartwood do primeiro jogo. Chegando lá, Carnby percebe que estava em uma cidade fantasma, começando assim a aventura.

Novamente, os gráficos e gameplay seguem os padrões dos títulos anteriores, mas tendo melhorias consideráveis. Os bugs e travamentos agora são praticamente inexistentes, os modelos dos personagens e inimigos estão um pouco melhores, e a variedade de armas e itens aumentou. O game também tem um pouco mais de foco na ação. Algo que chamou a atenção também é a presença de falas durante a jogatina, algo que não acontecia nos títulos anteriores. No geral, Alone in the Dark 3 é considerado uma melhoria técnica em relação aos 2 primeiros jogos, sendo mais rápido e dinâmico que os seus predecessores.

Alone in the Dark 3 (1993 – Infogrames)

Alone in the Dark 3 foi lançado para MS-DOS em 1995, e teve versões para Windows 95 e Mac que receberam o título de Alone in the Dark: Ghosts in Town. Este foi primeiro jogo da saga a não ganhar versão para consoles. Assim como seus predecessores, hoje em dia ele pode ser adquirido na GOG ou Steam.

O Legado da primeira trilogia

Resident Evil (1996 – Capcom), um dos “filhos” de Alone in the Dark

Com o fim da primeira trilogia, Alone in the Dark ficou em standby, passando alguns anos sem ganhar um jogo novo. Mas conforme foi dito no início, essa franquia estabeleceu diversos padrões que foram repetidos em vários games. Títulos como Resident Evil, Silent Hill e Fatal Frame são alguns exemplos de franquias que beberam bastante da fonte de Alone in the Dark, fazendo um grande sucesso. Resident Evil, inclusive, tem semelhanças bem notáveis principalmente em seu primeiro game, que se passa em uma mansão e nos dá a opção de jogar com um personagem masculino ou feminino, tendo quase nenhuma alteração na história de ambos. Para muitos, Resident Evil é o “pai do survival horror”, título esse que acabou ficando atrelado à franquia. Porém, é um título injusto, considerando que o verdadeiro “pai” do gênero é, de fato, Alone in the Dark. Uma forma que muitos gamers usam para reconhecer a importância de ambos os jogos, é considerar Resident Evil o “pai do survival horror” e Alone in the Dark o “avô do survival horror”.

Alone in the Dark: The New Nightmare

Alone in the Dark: The New Nightmare (2001 – Infogrames)

Finalmente, chegamos no ano de 2001, com o lançamento de Alone in the Dark: The New Nightmare. Apesar de ser o 4º jogo da saga, esse título é considerado um reboot. Nesse game, nós temos Edward Carnby nos tempos modernos. Aqui é explicado que Edward Carnby não é apenas o nome do protagonista, mas uma espécie de título dado a uma linhagem de caçadores sobrenaturais que é passado de geração em geração. O protagonista de The New Nightmare seria o atual Edward Carnby, enquanto o protagonista da primeira trilogia seria o Edward Carnby original. Isso mostra que, apesar de The New Nightmare ser considerado um reboot, ele de certa forma ainda valida os eventos da primeira trilogia. No game, Edward parte para investigar a morte do seu parceiro Charles Fiske, que foi encontrado morto na costa de uma ilha sombria chamada de Ilha das Sombras. Junto de Edward, vai para lá também a antropóloga Aline Cedrac, que acredita que aquela ilha tem alguma coisa a ver com o seu passado. Ambos vão para lá, um acidente acontece que separa a dupla, e cada um em um canto da ilha começa as suas investigações.

O game claramente moderniza muitos aspectos que principalmente o primeiro título trouxe. Por exemplo, voltamos a escolher o protagonista, podendo ser Edward ou Alice. Mas dessa vez, cada um tem a sua própria história, que se passa de forma simultânea à do outro personagem. Ou seja, para ter a experiência completa e conhecer todo o enredo de The New Nightmare, é necessário jogar ambas as campanhas. O game manteve o padrão de gameplay que ele mesmo estabeleceu, aproveitando das melhorias que franquias como Resident Evil deram à fórmula. Não mais precisamos abrir os menus para escolher ações, os cenários, inimigos, itens e armas são mais variados, os puzzles são mais desafiadores, e os mapas mais extensos e variados. Os cenários continuam sendo pré-renderizados e as câmeras são fixas, porém temos um diferencial aqui que é a iluminação e o uso da lanterna. A lanterna é importantíssima tanto para enfraquecer inimigos como para localizar itens, que ficam ocultos no cenário até apontarmos a lanterna para a sua direção.

Alone in the Dark: The New Nightmare (2001 – Infogrames)

Os gráficos são ótimos, mesmo hoje em dia tendo envelhecido muito melhor que muitos outros títulos da saga. Ele segue os padrões dos jogos do mesmo gênero da época, mas tendo grandes diferenças dependendo da plataforma. Por exemplo, o game foi lançado tanto para o PS1 como para o PS2, sendo que na versão de PS1 tanto a modelagem 3D como os cenários pré-renderizados são bem mais pixelados que a versão de PS2. Algo que chama a atenção nesse título também, especificamente para nós brasileiros, é que The New Nightmare teve localização PT-BR, tanto em dublagem como em legenda, algo raro naquela época.

The New Nightmare foi criticado e acusado de falta de identidade, por reaproveitar elementos que outras franquias como os já citados Resident Evil e Silent Hill já usavam. No entanto, essas críticas são no mínimo infundadas, uma vez que esse estilo de gameplay surgiu e foi estabelecido pela própria franquia Alone in the Dark. Sendo assim, tudo o que fizeram em The New Nightmare foi continuar usando a mesma gameplay de sempre, obviamente aproveitando todas as melhorias que foram feitas desde o lançamento do seu último título até então.

Alone in the Dark: The New Nightmare foi desenvolvido pela Darkworks e foi lançado para PS1, PS2, PC e Dreamcast. Uma versão para Game Boy Color também foi lançada, sendo uma versão 2D do game.

Esse seria o início de uma nova trilogia, mas por conta das críticas negativas, as sequências de The New Nightmare foram canceladas e a franquia passou por um novo recomeço. Mesmo assim, The New Nightmare ganhou um prequel em formato de história em quadrinhos, e um filme de Alone in the Dark foi feito adaptando este game. O filme, por sua vez, ganhou uma sequência, porém com um enredo totalmente independente. Infelizmente, ambos os filmes são considerados péssimas adaptações dos games.

Alone in the Dark (2008)

Alone in the Dark (2008 – Atari)

Chegamos, então, no ano de 2008, com o novo título chamado apenas de Alone in the Dark. O game é considerado uma sequência da trilogia original, desconsiderando os eventos de The New Nightmare. Controlamos novamente o Edward Carnby em tempos modernos, mas ao invés de ser um outro Carnby que sucedeu o nome por conta de uma ordem secreta de caçadores sobrenaturais, esse aqui é o Edward Carnby da trilogia original, que foi amaldiçoado com a longevidade. O jogo começa com Edward com amnésia e sendo escoltado por inimigos. Ele escapa desses inimigos e descobre que o mundo está à beira de um apocalipse, e tudo isso é por conta de uma pedra especial que ele carregava, mas que foi roubada. O objetivo, então, é encontrar essa pedra e eliminar a entidade sombria que busca esse item e ameaça a existência de toda a humanidade.

A trama chegou em níveis muito maiores que os games anteriores, e a ambição também se amplia na gameplay. Talvez como um reflexo por causa das (injustas) críticas negativas dadas ao game anterior, esse novo capítulo buscou inovar. O game tem uma variação de câmera em primeira e terceira pessoa, sendo que em terceira pessoa tem momentos em que a câmera é fixa ou não. A variedade de cenários é ainda maior, assim como os itens e armas. Apesar disso, o game preza mais pelo realismo, então não é mais possível carregar uma grande quantidade de itens e armas de uma vez. É possível atear fogo nos cenários, objetos e inimigos, usando ele como arma também. Também tem momentos em que podemos dirigir veículos, o que foi extremamente criticado por não ter uma mecânica muito boa. Já os gráficos são considerados muito bonitos e realistas, principalmente para as principais versões do game.

Alone in the Dark (2008 – Atari)

Ironicamente, enquanto The New Nightmare foi criticado por ser mais do mesmo, Alone in the Dark de 2008 foi criticado por tentar “inovar demais”. O game tentou trazer tanta coisa nova, que se tornou difícil associá-lo à franquia Alone in the Dark. De fato, se não fosse pelo título e o nome do protagonista, seria muito fácil dizer que se trata de outra franquia completamente diferente. Mas apesar das críticas, o game foi considerado um sucesso comercial.

Alone in the Dark foi distribuído pela Atari Interactive. As principais versões foram desenvolvidas pela Eden Games e lançadas para PS3, Xbox 360 e PC. A versão de PS3, em específico, ganhou o título Alone in the Dark: Inferno. Ele também recebeu versões para PS2 e Nintendo Wii desenvolvidas pela Hydravision Entertainment, que foram altamente criticadas por serem extremamente inferiores, principalmente no sentido visual, além de ter cenários e elementos de gameplay completamente diferentes das versões originais.

A primeira tentativa de Remake

Alone in the Dark: One, o remake cancelado

A franquia ficou mais alguns anos sem um novo título depois do game de 2008, que apesar de ter vendido bem, não foi considerado um sucesso pela Atari, que era a dona da franquia na época. Nesse meio tempo, uma tentativa de fazer um remake do primeiro game foi iniciada. O título se chamaria Alone in the Dark: One e ele estava sendo desenvolvido pela Eden Games, a mesma que produziu o game anterior. O remake seria lançado em 2013 para PS3, Xbox 360 e PC, mas acabou sendo cancelado quando a Eden Games fechou as portas.

Alone in the Dark: Illumination

Alone in the Dark: Illumination (2015 – Atari)

Então, em 2015, saiu Alone in the Dark: Illumination, o indiscutivelmente pior game da franquia inteira. A história coloca 4 protagonistas para investigar estranhos relatos em uma cidade abandonada chamada Lorwich, e lá eles devem se unir para eliminar as diversas criaturas sombrias que estão espalhadas pela cidade.

O game é focado no multiplayer cooperativo, porém pode ser jogado em single player caso quisermos. Como dito, são 4 personagens, cada um com uma especialidade diferente. O “Caçador” seria Ted Carnby, um descendente de Edward Carnby. Teorias indicam que Ted, na verdade, possa ser o próprio Edward usando um nome falso, já que, conforme vimos no game de 2008, Edward continua vivo mesmo nos tempos atuais. A “Bruxa” seria Celeste, cuja verdadeira identidade é Sara Hartwood, bisneta de Emily Hartwood do primeiro game. A “Engenheira” seria Gabriella Saunders, que apesar do sobrenome não foi confirmado se ela é descendente da Grace Saunders do Alone in the Dark 2. Enfim, tem o “Padre” que seria Henry Giger, um agente do Vaticano.

Alone in the Dark: Illumination (2015 – Atari)

O título parece se basear em outros games do gênero multiplayer co-op como Left 4 Dead, onde o foco é se unir a outros jogadores para derrotar hordas de inimigos. Porém, o game é cheio de bugs e com gameplay falho. Fora a movimentação considerada artificial, os gráficos aquém do esperado para a época, e a sensação de que o game foi lançado inacabado. Fora que o gênero de multiplayer online simplesmente não combina com Alone in the Dark.

Alone in the Dark: Illumination foi desenvolvido pela Pure FPS e lançado como um exclusivo de PCs. Versões para consoles foram planejadas, mas como o game foi um fracasso completo, elas nunca foram produzidas.

Alone in the Dark (Remake)

Alone in the Dark (2023 – THQ Nordic)

Com isso, Alone in the Dark foi posto na geladeira por mais alguns anos. Mas recentemente um retorno definitivo foi prometido com o anúncio do novo título, também chamado apenas de Alone in the Dark.

Esse novo game está sendo desenvolvido pela Pieces Interactive e distribuído pela THQ Nordic, que adquiriu os direitos da franquia, que antes pertenciam à Atari. Assim como o cancelado Alone in the Dark: One, esse novo título é um remake do primeiro game da saga, trazendo toda a ambientação e personagens de volta numa roupagem mais atual, provavelmente usando como base outros remakes do gênero como Resident Evil 2 de 2019.

Alone in the Dark (2023 – THQ Nordic)

A princípio não temos muitas informações, mas indícios apontam que elementos não só do primeiro game, mas de toda a trilogia original, devem ser incorporados nesse remake. Não sabemos, porém, se esse remake servirá como um novo reboot para a franquia, ou se ele apenas estará substituindo os games originais na timeline da saga.

O remake de Alone in the Dark está previsto para ser lançado em 2023 para PC, PS5 e Xbox Series X/S.

Os outros games

Jack in the Dark (1993 – Infogrames)

Além dos títulos principais, Alone in the Dark também possui alguns títulos menores lançados ao longo da saga. Jack in the Dark, por exemplo, é um game de puzzles lançado em 1993 como forma de promover Alone in the Dark 2. Nele, nós controlamos Grace Saunders.

The Gates of Hell seria um game de navegador baseado no filme live action de Alone in the Dark. O game não está mais disponível para ser adquirido de forma oficial.

Grace in the Dark (2022 – THQ Nordic)

Por fim, temos também o ainda não lançado Grace in the Dark, uma demo que servirá de prólogo pro remake, onde nós controlaremos Grace Saunders.

Alone in the Dark é uma franquia clássica importantíssima para a história dos games, e é uma pena que ela tenha sido esquecida com o passar dos anos. Felizmente, os novos jogadores finalmente vão ter a oportunidade de conhecer a saga. Torcemos muito para que esse seja um retorno definitivo, e que Alone in the Dark não fique sozinho no escuro novamente.


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1 comentário

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