Como os videogames se tornaram objetos de desejo?

Com o avanço da tecnologia e diversas formas de entretenimento, os videogames passaram a ser mais do que um simples objeto em casa.

Os videogames continuam sendo um objeto de desejo de grande parte da população mundial. O primeiro console da história, criado pelo engenheiro alemão Ralph Baer, foi lançado em 1972 e se chamava Magnavox Odissey. Desde então, estes acessórios passaram a fazer parte do imaginário popular e alcançaram status de prioridade dentre os amantes de tecnologia.

Ralph Baer (Engenheiro Alemão criador do primeiro videogame)
Ralph Baer (Engenheiro Alemão criador do primeiro videogame)

Por trás de cada console existe uma grande tecnologia envolvida, e a cada geração, os componentes que possibilitam os jogos funcionarem passam por atualizações, para que os chamados upgrades possam ser vivenciados pelos jogadores, elementos como melhores gráficos, maior rapidez do console e de seu software, além de novas mecânicas são alguns dos poucos exemplos que apresentaram melhoras a cada salto de geração.

“Assim como o mundo tecnológico apresentou grande evolução durante os últimos anos, os videogames seguiram pelo mesmo caminho e se tornaram elementos comuns na casa de muitas pessoas. Hoje, temos diversas funcionalidades presentes dentro dos consoles, que possibilitam usufruir os jogos e experimentar outras formas de entretenimento” – João Gabriel, head de tecnologia e Top Voice do LinkedIn.

A era de ouro dos videogames

Os mais antigos com certeza se lembram do Atari, Mega Drive ou do NES, o videogame da Nintendo. Estes consoles, apesar de hoje serem considerados simples em sua execução, representaram um grande marco contemporâneo de execução da tecnologia e disponibilizaram clássicos que são amados até hoje, como Donkey Kong, Mario e Sonic.

Mega Drive (SEGA)
Mega Drive (SEGA)

Os jogos, majoritariamente feitos em 2D, e compilados em fitas-cassetes se tornaram uma verdadeira febre entre os jovens. De acordo com as empresas responsáveis pelos consoles, o Atari 2600 vendeu 30 milhões de unidades, o Mega Drive 35 milhões e o NES mais de 60 milhões de unidades, além disso, o Game Boy, console portátil da Nintendo, vendeu incríveis 118 milhões de unidades em suas duas versões. 

“Apesar de hoje olharmos para estes consoles como clássicos, eles são a representação de algo muito bem feito com o que se tinha disponível na época. A tecnologia com certeza evoluiu, com processadores velozes, mais memória disponíveis nos consoles, entre outros elementos, porém estas empresas revolucionaram o modo de se divertir a partir dos jogos.” explica João.

Gigantes da tecnologia no mercado de consoles

Os anos 90 representaram uma ruptura no sistema tradicional de videogames antes dominados por Nintendo e Sega. Em 1994, a Sony, empresa de tecnologia japonesa lançava ao mercado o primeiro PlayStation, que contava com a tecnologia de CDs, diferentemente de seus concorrentes diretos, além do auxílio do Memory Card, utensílio que permitia ao jogador salvar sua progressão nos jogos, dando a possibilidade de não perder suas conquistas e experimentar ainda mais os jogos lançados.

PlayStation (Sony)
PlayStation (Sony)

Clássicos como Resident Evil, Gran Turismo, Final Fantasy, Silent Hill, e Winning Eleven são apenas alguns dos poucos exemplos que marcaram uma geração inteira de jogadores e tornaram o PlayStation um sucesso comercial de vendas, com 102 milhões de unidades vendidas.

Outra empresa que entrou no mundo dos jogos poucos anos após a Sony foi a Microsoft, empresa de tecnologia norte-americana liderada por Bill Gates, que lançou em 2001 a primeira versão de seu console, o Xbox.

Desde então, Sony e Microsoft protagonizam a liderança do mercado de videogames, lançando consoles que foram extremamente bem sucedidos, como o PlayStation 2, o console mais vendido da história, o PlayStation 4 e Xbox 360, elevando o nível das tecnologias embutidas nos consoles a cada geração.

“Hoje vemos os consoles não apenas como elementos que rodam jogos, mas como um utensílio tecnológico de entretenimento que pode nos conectar à internet, serviços de streaming e televisão. Então, além disso, temos o avanço tecnológico, com a velocidade dos processadores atuais, discos rígidos cada vez mais rápidos e arquiteturas que proporcionam aos desenvolvedores extraírem o máximo destes videogames para os jogos.”, comenta o especialista.

O futuro dos videogames na nuvem

Os próximos anos prometem ser muito interessantes para o setor de videogames, apesar de os consoles ainda apresentarem forças de vendas, o sistema de jogos em nuvem, por streaming tem concentrado cada vez mais adeptos.

XCloud (Xbox/Microsoft)
XCloud (Xbox/Microsoft)

Esta possibilidade exclui a necessidade do console físico, possibilitando ao usuário que com apenas uma conexão estável e rápida com a internet, os jogos sejam transmitidos por navegadores de internet, Smart TVs, Smartphones, Tablets, e computadores pessoais. 

“O streaming vem dominando diversos aspectos de entretenimento, como músicas e filmes, e a entrada dos jogos neste sistema, com auxílio da nuvem, pode tornar os jogos como um todo muito mais acessíveis para aqueles que não podem adquirir os consoles”, finaliza o head de tecnologia.


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Pai do Oliver. Editor-chefe da Passe o Controle e analista de mídia.