Especial Mortal Kombat #4: As inúmeras realidades alternativas

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Especial Mortal Kombat #4: As inúmeras realidades alternativas

Mortal Kombat Armageddon

Em 2006, Mortal Kombat Armageddon foi lançado, trazendo consigo uma impressionante seleção de 63 personagens. No entanto, qual era o enredo por trás dessa enorme quantidade de lutadores?

Após a derrota de Onaga, os Elder Gods perceberam a presença de inúmeros guerreiros poderosos em cada reino. Com as viagens entre os reinos facilitadas, a destruição de todos os mundos era apenas uma questão de tempo. Os deuses tinham uma profecia que alertava sobre o Armageddon iminente.

Dentre os 63 personagens, muitos não tinham relevância duradoura. Muitos foram trazidos de volta apenas para serem rapidamente derrotados, resultando em uma narrativa entrelaçada e complexa.

O deus protetor de Edenia, Argus, era casado com Delia, a Dama do Fogo. Juntos, tiveram dois filhos: Taven e Daegon, que eram os únicos personagens novos nesta saga. Delia possuía visões do futuro e entre elas vislumbrou o Armageddon. Ao tomar conhecimento da visão de sua esposa, Argus a compartilhou com os Elder Gods, que exigiram do casal uma solução.

Argus

Argus construiu uma pirâmide nas ruínas de Edenia, enquanto Delia deu vida a uma criatura elemental de poder inigualável, conhecida como Blaze – sim, o mesmo Blaze que protegia o ovo de Onaga. Argus almejava criar um desafio insuperável, no qual todos os guerreiros envolvidos pereceriam. Delia, por sua vez, acreditava que isso seria injusto e desonroso para um deus. Por fim, concordaram em colocar seus filhos na competição, determinando que o vencedor ocuparia o trono de Edenia.

Delia

Para enfrentar Blaze, os filhos necessitariam da Espada Sagrada de Argus e da Armadura Lendária de Delia. Desta forma, estabeleceram que apenas um dos dois poderia sair vitorioso. Além disso, ambos fizeram uma aposta secreta e peculiar: se Taven triunfasse, todos morreriam, exceto o campeão; por outro lado, se Daegon vencesse, todos perderiam seus poderes, exceto o campeão – mas o verdadeiro vencedor permaneceu em sigilo.

Taven e Daegon foram colocados em hibernação, cada um protegido por um dragão, Orin para Taven e Caro para Daegon. No dia profetizado, os dragões despertariam seus protegidos. Argus optou por não revelar aos filhos o propósito de seu sono, mantendo-os alheios ao que estava acontecendo. A verdade só seria revelada quando finalmente acordassem.

Séculos antes do dia profetizado, Daegon foi despertado e compreendeu o seu papel no destino iminente. Equipou-se com sua armadura, empunhou sua espada e tomou também a espada de seu irmão. Era evidente que Daegon estava cedendo ao poder que o consumia.

Daegon

Nesse momento, fundou o temível clã Red Dragon, cujo líder de fachada era Mavado. Este clã rivalizava com o Black Dragon, sob comando de Kano e posteriormente de Kabal. Contudo, Mavado era nada mais que um líder fictício, uma fachada para ocultar a verdadeira identidade do Mestre.

Com séculos de vantagem sobre seu irmão, Daegon dedicou-se a formar um exército de guerreiros formidáveis, minando assim todas as chances de seu irmão prevalecer. O destino dos irmãos parecia cada vez mais entrelaçado numa trama de rivalidade e poder desenfreado.

Sub-Zero encontrava-se nos aposentos dos Lin Kuei quando foi surpreendido por um ataque inesperado de um desconhecido. Este homem era Taven, desperto no dia da profecia e em busca da armadura de sua mãe, protegida pelos Lin Kuei por séculos. Taven adentrou o palácio, enfrentando e derrotando vários guerreiros, e sem querer libertando Frost de seu caixão. Dada a posição de ataque em que Frost estava congelada, ela atacou Taven, que revidou e a derrotou.

Taven

Somente após esse incidente, Taven se depara com Sub-Zero, iniciando um combate. No entanto, a luta não perdura, pois Sub-Zero observa uma tatuagem no rosto de Taven, reconhecendo o símbolo que adornava as portas dos palácios. Compreendendo a identidade de Taven, Sub-Zero o conduz até a armadura, até então protegida pelos Lin Kuei. Taven expõe seu propósito a Sub-Zero e os objetivos que ambos deveriam almejar. Assim, Sub-Zero decide unir forças para salvar a todos.

Antes que pudessem prosseguir, são atacados por Noob e Smoke. Como mencionado anteriormente, muitos foram ressuscitados apenas para enfrentar a morte novamente em seguida. Ed Boon, o criador da série, desejava reunir todos os guerreiros para um épico confronto, resultando em uma trama complexa e, para alguns, até mesmo confusa.

Taven enfrenta uma intensa batalha contra Smoke, enquanto Sub-Zero luta contra Noob. Smoke é derrotado e morto, e durante o confronto entre Sub-Zero e Noob, um segredo perturbador é revelado: Noob é, na verdade, o irmão falecido de Sub-Zero. Isso leva Sub-Zero a uma profunda crise interna, recusando-se a continuar a lutar. Como resultado, é derrotado por Noob. Contudo, antes que a sentença final seja executada, Taven intervém e põe fim a Noob.

Recuperando sua consciência, Sub-Zero se junta a Taven e ambos partem em direção às ruínas de Edenia, pois o momento do Armageddon havia chegado. Vale ressaltar que essa narrativa segue uma cronologia alternativa, abordando os eventos vivenciados por Taven antes de se reunir a Sub-Zero. Infelizmente, na batalha final ao subir a pirâmide, Sub-Zero encontra seu trágico destino nas mãos de Shang Tsung.

Scorpion, como Campeão dos Deuses, honrou sua promessa e foi fundamental para frustrar os planos de Onaga. No entanto, posteriormente, ele abdicou desse título, o que despertou a ira dos deuses. Como punição, ressuscitaram todo o seu clã, incluindo sua família. No entanto, eles regressaram como mortos-vivos, desprovidos de alma. Essa cruel reviravolta deixou Scorpion consumido pela fúria, levando-o a uma determinação: impedir que a profecia se cumprisse.

Para isso, Scorpion escolhe enfrentar um dos irmãos, Taven. Ambos se confrontam, resultando na derrota de Scorpion, mas sua vida é poupada. Em seguida, ele parte rumo às ruínas de Edenia, imerso no turbilhão da guerra. Nesse cenário caótico, Scorpion encontra seu fim nas mãos de Sub-Zero.

Raiden, como mencionado anteriormente, estava profundamente perturbado, chegando ao ponto de se aliar a Shao Kahn. Surpreendentemente, o verdadeiro Imperador de Outworld não havia sucumbido à Aliança Mortal. O que fora enfrentado era apenas um clone, enquanto o verdadeiro se ocultava para se recuperar por completo.

Na guerra iminente, Raiden aceita unir forças com Shao Kahn, contanto que o Reino da Terra fosse poupado de futuras investidas. Com o intuito de evitar o Armageddon, Raiden procura Taven. O embate que se segue culmina, novamente, com a derrota de Raiden, mas sua vida é preservada.

A alma de Liu Kang ainda estava com Ermac, o encontro nas ruínas de Edenia estava prestes a acontecer então ele pede que Ermac vá para lá porque provavelmente o seu corpo estaria lá, mas ele acaba chegando tarde, o corpo dele ja tinha matado Shang Tsung e o seu corpo destruído com a energia que foi liberada com o nascimento de Blaze.

Johnny Cage foi ressuscitado e lutou pelas forças do bem, mas ele morreu durante a guerra contra Hao, no caso os dois simplesmente caíram do alto da piramide durante a luta. Eu falei que seria bagunçado.

Sonya também estava envolvida na trama, retornando ao seu trabalho de investigação quando deparou-se com um novo clã de robôs chamado Tekunin, liderado por Sektor. Um grupo desse clã planejava um ataque a uma região do Reino da Terra, onde coincidentemente Taven estava presente, e acabou lidando com todos eles sozinho.

Sonya observava tudo à distância e decidiu seguir Taven. Em um momento de distração, ela o abordou, exigindo respostas. Taven recusou-se a fornecê-las e, consequentemente, travaram um combate. Mais uma vez, Taven emergiu vitorioso e decidiu poupar a vida de Sonya. Pouco tempo depois, Sonya uniu-se às forças da luz na tentativa de deter o Armageddon, mas durante um confronto com Frost, acabou perdendo a vida.

Kitana também foi ressuscitada, ela havia se juntado à Nightwolf, Ermac, Jade e Sindel na procura do corpo de Liu Kang, mas sem sucesso todos foram lutar pelas forças do bem e ela também foi morta em uma batalha e mal conseguiu se aproximar da pirâmide.

Nightwolf e Ermac chegaram a subir na pirâmide, mas ambos foram mortos por Sheeva.

Jade morreu pra Tanya. Sindel também morreu, mas não foi revelado quem a matou.

Mileena havia sido capturada em Edenia quando descobriram que ela se passava por Kitana, mas mesmo assim ela escapou, se aliou a Shao Kahn e foi morta por Shang Tsung na pirâmide.

Li Mei se aliou à Bo Rai Cho, e durante o confronto ela foi morta por Hotaru.

Bo Rai Cho já tinha ouvido falar da profecia e todos os acontecimentos indicavam que ela era verdadeira, ele treinou Li Mei até que o dia chegasse, e foi morto por Sheeva na subida da pirâmide.

Com Shao Kahn de volta Baraka novamente voltou a servi-lo e durante a guerra Baraka foi morto por Kung Lao.

Kung Lao, Hotaru e Jax foram ressuscitados e mortos por sei lá quem.

Kenshi, Kai, Dairou, Darrius, Cobra e Cyrax também foram mortos durante a subida da piramide, e só isso.

Motaro e Meat estão no jogo, mas sem enredo e informações.

Quan Chi foi ressuscitado e como sempre ele tramou alguma coisa né? Ele descobriu que se outra pessoa conseguisse matar Blaze, essa também ganharia os mesmos poderes e benefícios prometidos aos irmãos Taven e Daegon, então ele forma uma aliança com Shang Tsung, Shao Kahn, Onaga e Shinnok (?) olha esse absurdo de aliança. Quan Chi mata o dragão que protegia Taven, mas ele chega tarde e Taven já tinha despertado e partido.

Johnny Cage sem explicação nenhuma tinha descoberto os planos de Quan Chi e foi ele quem avisou Jax, Sonya, Kenshi e Cyrax da batalha final. Quan Chi matou Kung Lao longe da pirâmide e Kenshi enquanto subia e foi morto por Shang Tsung. Ah, mas não tinha feito uma aliança os dois? Sim, mas o enredo desse jogo é uma bagunça e feito de qualquer jeito.

Sheeva, depois que ela falhou com Shao Kahn em MK3, como punição ela foi enviada a Netherealm, mas com a batalha do Armageddon se aproximando, ele a recruta de novo pra fazer parte do seu exército, mas foi morta por Kenshi na subida da piramide.

Kintaro também estava no jogo, mas era uma ilusão de Shinnok o verdadeiro não foi ressuscitado.

Tanya foi obrigada por Onaga a participar da batalha final, mas ela morreu com surgimento da pirâmide que a esmagou.

Kabal, ao descobrir que um dos irmãos era o fundador do clã Red Dragon, imaginou que se procurasse o outro, Taven, e o convidasse para se unir aos Black Dragon, ele aceitaria. No entanto, Taven percebeu as más intenções de Kabal e recusou a oferta. Isso levou Kabal a atacar Taven em um momento de frustração, antes de ser derrotado. Surpreendentemente, Taven decidiu poupar a vida de Kabal. Na batalha final, Kabal foi morto por Striker enquanto subia a pirâmide.

Striker voltou com um visual diferente, pra quem não se lembra o Striker era um dos guerreiros do bem do Reino da Terra. Uma das explicações da sua ausencia é que havia sido capturado, ele até aparece preso em uma fase do Mortal Kombat Deception. Não existem explicações de como ele apareceu na batalha final, e como quase todo mundo, ele foi morto por Kano enquanto subia a Piramide.

Stryker


Kano foi capturado pela Red Dragon e submetido a cruéis experimentos científicos, visando transformá-lo em um ser semelhante a um dragão (?). Foi então que Taven surgiu em busca de seu irmão, deparando-se com Kano suplicando pela própria vida. Mesmo ciente da maldade de Kano, Taven, movido por sua índole benevolente, optou por libertá-lo. Kano, agora livre, ingressa na batalha em busca de Sonya e Mavado, mas encontra seu trágico destino nas mãos de Shang Tsung, enquanto escalava a pirâmide.

Kira retorna ao Clã, expressando sinceras desculpas e assegurando que tal situação jamais se repetiria. Kabal aceita suas palavras e lhe confia, juntamente com Cobra, a responsabilidade de cuidar de uma ponte que conduz à base da Black Dragon. Taven chega ao local e, quando estava prestes a confrontar Cobra e Kira, para surpresa de todos, Kira foge novamente, deixando Cobra enfrentando Taven sozinho. A batalha é rápida e Taven emerge vitorioso, optando por poupar a vida de Cobra. Enquanto isso, Kira segue em direção à pirâmide, mas encontra seu trágico fim nas mãos de Shang Tsung.

Ashrah, após purificar sua alma, ascendeu a um reino divino habitado por seres celestiais. Nesse lugar sagrado, foi agraciada com o título de Anjo da Luz, incumbida da missão de eliminar demônios com a lendária espada Kris. Iniciou sua jornada exterminando vampiros, provenientes do mesmo local de origem de Nitara.

Os líderes de Nitara a encarregaram de uma busca em uma caverna sagrada em Edenia, onde se dizia que repousava um artefato místico capaz de aniquilar a espada Kris. Lá, Nitara se depara com Ashrah, desencadeando um feroz confronto que culmina na vitória de Nitara, enquanto Ashrah foge. Ambas se unem à batalha na pirâmide, contudo, lamentavelmente, encontram seus destinos antes mesmo de alcançá-la.

Lembra do Chamaleon? Ele estava de volta com uma história bem meia boca que é: Ele anda sozinho e sempre esteve presente em todos os acontecimentos de todos os jogos só que sempre nas sombras por não ser um grande lutador. Na batalha final ele também esteve presente nas sombras, mas ninguém sabe o que aconteceu… Meia boca né?

Chameleon

Após a explosão causada pelo sacrifício de Raiden no final do Mortal Kombat Deadly Alliance, Drahmin é arremessado no turbilhão de almas. Contrariando as expectativas de morte, Drahmin se alimentou vorazmente de diversas almas, ganhando tamanho e poder, culminando na morte de Moloch logo em seguida.

A partir desse ponto, ele se entregou a uma carnificina, ceifando qualquer um que cruzasse seu caminho. Entretanto, ao se deparar com Taven, ambos se enfrentaram e, como já era de se esperar, Taven emergiu vitorioso mais uma vez e mata Drahmin.

Fujin tomou conhecimento do destino de Raiden, agora um deus decaído. Com a esperança de auxiliar seu antigo companheiro, ele procurou Kung Lao, apenas para ser informado sobre o iminente Armageddon e a profecia envolvendo os irmãos.

Fujin, que em tempos remotos já fora amigo de Argus e conhecera os irmãos quando eram apenas crianças, empreendeu uma jornada em busca de Taven, almejando evitar que ele cumprisse a fatídica profecia. Ao encontrar Taven, insistiu para que ele reconsiderasse seu caminho. Taven, porém, recusou, levando os dois a se enfrentarem em combate, resultando mais uma vez na vitória de Taven. Fujin não participa da batalha final, mas também não teve explicações a respeito da sua decisão.

Goro mais uma vez está de volta e como um servo leal, ele fica ao lado de Shao Kahn nessa guerra. Taven fica sabendo que o seu dragão e amigo tinham sido assassinados por Quan Chi, então ele parte em busca do mesmo para se vingar. Taven não encontra Quan Chi, mas encontra Goro, que entram em combate e com mais uma vitória de Taven pra conta, matando o Goro no processo.

Havik, após obter o coração de Onaga, retorna a Outworld e ressuscita Shao Kahn. No entanto, como Shao Kahn não estava de fato morto, Havik, sem saber, revive apenas um clone do Imperador. Havik, que era um fervoroso admirador de Shao Kahn e almejava tê-lo de volta ao poder, encontra Taven logo após derrotar Drahmin. Uma feroz batalha se desenrola, culminando na morte de Havik.

Porém, de forma surpreendente e sem qualquer explicação, torna-se evidente que o Havik derrotado era apenas uma ilusão criada por Shinnok. O verdadeiro Havik, ao descobrir que tinha ressuscitado uma versão falsa de Shao Kahn, se viu tomado pela frustração e optou por se afastar e se isolar, recusando-se a participar da iminente guerra. Cada personagem deplorável né, aonde Mortal Kombat chegou?

Jarek não pereceu em Mortal Kombat 4, mas enganou todos, inclusive seu próprio clã, fazendo-os acreditar em sua morte. Ele dedicou-se intensamente a aprimorar suas habilidades, contudo, ainda não se sentia suficientemente poderoso para buscar vingança.

Foi nesse momento que Quan Chi cruzou seu caminho, oferecendo-lhe imensos poderes em troca de lutar ao lado das forças das trevas. Jarek, almejando finalmente alcançar a força que tanto desejava, aceitou a oferta. No entanto, sua jornada teve um fim trágico com o surgimento da misteriosa pirâmide.

Mavado não foi morto por Johnny Cage, ele conseguiu sobreviver. Retornou aos Red Dragon e recebeu ordens do seu mestre Daegon que dizia que Taven iria atrás dele então manda Mavado ir atrás do seu irmão e mata-lo, mas como todos já devem saber, ele encontra Taven, eles lutam e Taven vence. Antes que Mavado fosse morto, ele consegue fugir e o paradeiro dele ficou um mistério.

Onaga quando foi morto por Shujinko, sua alma foi levada Netherealm, e lá Shinnok prometeu trazer ele de volta a vida se ele se tornasse seu servo. Onaga era orgulhoso e não aceitou por que tinha que lutar ao lado do seu assassino, Shao Kahn. Shinnok promete deixar Shujinko para que Onaga o mate e conseguir a sua vingança e assim ele aceita. Na pirâmide Onaga vê Shao Kahn e não se controla, partindo pra cima de Shão Kahn e levando ele pra longe da pirâmide. Os dois lutam e Shao Kahn sai vitorioso.

Rain foi ressuscitado inicialmente para servir o exército de Shinnok, mas Shinnok revela que Rain era um descendente direto de Argus, o deus de Edenia, isso fez Rain se achar a última bolacha do pacote e assim se negando a ser servo de alguém. Então sabendo da profecia ele parte em busca dos irmãos para mata-los, pegar as armas, armadura, e matar Blaze e assim se tornar o grande soberano de Edenia. Coisa pouca né? Ele encontra Taven, mas Rain é um cara tão chato, mas tão chato, que Taven dá uma surra tão grande nele, deixando-o completamente debilitado, e assim Rain não participa da batalha final.

Reiko foi ressuscitado por Shinnok e designado como guardião da sala de guerra no palácio de Shao Kahn. Anteriormente, ele sofrera punições por conspirar contra o próprio Kahn. No entanto, ao recuperar sua vida, viu-se obrigado a permanecer na aliança. Reiko nutre uma inabalável aversão por Quan Chi, ciente de que todos se aliam a ele, apesar de saberem que, no final, ele os trairá.

Em um encontro com Taven, Reiko se engaja em uma luta renhida, sendo derrotado, mas não morto. Vingativo como era, Reiko encontra satisfação ao testemunhar o poder de Taven, compreendendo que nem Quan Chi, nem Shao Kahn, teriam chance contra ele. Por fim, ele opta por ficar à margem da batalha final, aguardando o desfecho.

Reptile havia sido salvo por Nightwolf quando o mesmo fez o ritual para drenar a alma de Onaga. Mas quando a alma de Onaga estava fora de Reptile, ele aproveita e foge. Fica sabendo do que estava acontecendo, e como alguém sem vontade própria, ele vai ao encontro de Shao Kahn e Shinnok. Reptile é morto durante a batalha final.

Sareena, após salvar Sub-Zero de Smoke e Noob, misteriosamente desapareceu, sem deixar explicações. O que ocorreu foi que ao usar aquela magia de distração, inadvertidamente perdeu sua forma humana, retornando à condição de demônio. Por isso, Sareena não teve coragem de se revelar a Sub-Zero.

No entanto, tanto Smoke quanto Noob a rastrearam, capturando-a e a entregando a Quan Chi. Este último restaurou sua forma humana, mas encheu sua mente com diversas ideias, argumentando que ela era, de fato, um demônio e deveria aceitar isso, abandonando a busca por paz e coisas boas. Sareena compreendeu e aceitou seu destino, voltando a servir Quan Chi.

Reunida novamente com Jakaata e Kia, elas partiram em direção a Taven. No confronto, Jakaata e Kia perderam a vida, porém, Sareena foi poupada. Ela optou por não participar da batalha final.

Sektor montou seu próprio clã de cibernéticos e ficou sabendo sobre os irmãos Taven e Daegon e fez uma emboscada para pegar Taven mas foi derrotado junto com seus guerreiros e sendo forçado a fugir pela sua vida. Ele foi pra batalha final buscando poder e foi morto.

Após sua vitória sobre Onaga, Shujinko alcançou a fama como um herói. Algum tempo depois, foi alvo de um ataque por um grupo de guerreiros que serviam a Reiko. Curioso sobre os acontecimentos, Shujinko optou por se deixar capturar, buscando entender a situação. Assim, foi levado à prisão de Shao Kahn, onde surpreendentemente descobriu que todos os seus antigos inimigos ainda estavam vivos, incluindo Onaga. Taven também surgiu naquele lugar, libertando Shujinko. Shujinko comunicou a Taven que enfrentaria todos os inimigos sozinho, mas mesmo na pirâmide, Shujinko não foi visto.

Shinnok quem despertou Daegon antes do tempo e fez dele o seu servo, e também foi o responsável por ressuscitar Shang Tsung, Onaga, Quan Chi e vários outros. Shinnok foi atrás de Taven para testa-lo atraves das suas ilusões e ficou realmente impressionado com a força de Taven. Shinnok fica tão impressionado que mesmo ele sendo um deus, jamais venceria Taven no confronto final. Shinnok foi morto por Blaze no topo da pirâmide.

Conforme mencionado anteriormente, Daegon fundou o clã Red Dragon e compeliu seu dragão a criar portais através dos mundos, além de roubar a espada de seu irmão. Cada um seguiu seu próprio caminho em direção à pirâmide, onde se enfrentariam finalmente.

Daegon, despertando muitos anos antes, teve a oportunidade de obter as duas espadas e a armadura de sua mãe. Ele tomou a decisão de confrontar e eliminar seu pai e mãe, desencadeando a ira de Taven. E como era de se esperar, Taven emergiu vitorioso novamente, pondo fim à vida de seu irmão. Agora, detendo as duas espadas e a armadura de sua mãe, Taven ascendeu ao cume da pirâmide, onde foi confrontado por Blaze, que o alertou sobre as consequências caso prevalecesse.

Daegon mata Argus e Delia, seus pais

Sem hesitação, Taven derrotou Blaze e se tornou um deus completo, assumindo o papel de protetor de Edenia. Em seguida, sem mais delongas, ele partiu.

Blaze havia sido corrompido antes por Onaga e ao invés dos poucos que sobrarem morrerem como a profecia dizia, aconteceu ao contrário, as suas forças foram ampliadas e só saberíamos quem ainda continuava vivo no próximo jogo.

Blaze corrompido

O jogo manteve a mesma estrutura de Mortal Kombat Deadly Alliance, com a mesma jogabilidade e motor gráfico, embora tenha havido uma leve melhoria nos gráficos. Uma mudança significativa foi a redução para apenas uma arte marcial por lutador, o que, na minha opinião, foi uma escolha acertada. Além disso, agora os lutadores podiam sacar suas armas durante as lutas.

Devido ao grande número de personagens, houve uma redução e simplificação de algumas mecânicas, como os Fatalities e as histórias individuais de cada personagem. Isso pode ser considerado um erro por parte de Ed Boon, já que esses elementos eram apreciados pelos fãs. A velocidade do jogo permaneceu a mesma em relação ao título anterior.

Uma novidade foi a introdução de habilidades especiais para cada personagem, e a possibilidade de realizar golpes no ar. No entanto, a ausência das Fatalities únicas para cada personagem pode ter sido uma desvantagem, já que era empolgante ver a finalização característica de cada lutador.

O jogo contava com um surpreendente total de 34 fases, mantendo o modo cripta. Uma adição positiva foi a transparência nas compras, agora os jogadores sabiam exatamente o que estavam adquirindo, podendo escolher com mais critério entre personagens, roupas, itens e artes disponíveis.

O modo Konquest retornou, centrado na história de Taven, e seguia a mesma fórmula do Konquest de Shujinko, que, para muitos, deixava a desejar.

Konquest

Uma nova adição muito bem recebida era a possibilidade de criar seu próprio lutador, podendo escolher entre homem ou mulher, determinar raça, arte marcial e entre 14 diferentes classes. Havia uma ampla variedade de roupas, itens e poderes para personalizar o personagem. Infelizmente, os divertidos mini games foram retirados, restando apenas o Motor Kombat, um estilo similar ao Mario Kart, mas com os personagens de Mortal Kombat. Apesar da redução de personagens, as habilidades especiais adicionavam uma nova dinâmica ao jogo.

Criação de personagem

Apesar das críticas à trama e aos personagens desnecessários, o jogo recebeu uma avaliação positiva. Houve algumas críticas ao modo de criação de personagens, mas pessoalmente, considero essa adição interessante. A Saga Mortal Kombat, marcada por altos e baixos, continuou a manter seu respeito no universo dos jogos. Isso nos leva ao próximo capítulo da série.


Mortal Kombat 9

Mortal Kombat 9, lançado inicialmente apenas como “Mortal Kombat”, foi um ponto de virada para a série após a falência da Midway e os últimos jogos não terem alcançado o sucesso esperado pelos fãs. Este jogo de 2011 serviu como um reinício (reboot) da franquia, ao mesmo tempo que continuou a história.

A narrativa começa reescrevendo os eventos de Armageddon. Taven, ao invés de vencer, é derrotado por Blaze. No desfecho, apenas Raiden e Shao Kahn sobrevivem. Shao Kahn, em sua arrogância, derrota Blaze e adquire o poder divino prometido pela profecia. Ele então inflige uma severa derrota em Raiden. O orgulho e ego inflados de Shao Kahn o levam a torturar Raiden sem matá-lo, prolongando o sofrimento.

Raiden sendo derrotado por Shao Kahn

Nesse momento crucial, um amuleto de Raiden se quebra. Com suas últimas forças, Raiden lança uma magia para enviar uma mensagem e suas memórias ao Raiden do passado, contendo apenas a frase “Ele deve vencer”. Isso faz com que a linha do tempo retroceda, retornando ao início dos eventos de Mortal Kombat 1, onde tudo teve início. Este foi um ponto de partida emocionante para o novo capítulo da série.

Mortal Kombat (2011) trouxe uma abordagem inovadora à narrativa, adotando o formato de capítulos onde você controla diferentes personagens. A história se desenvolve de forma única, explorando a teoria de que alterar o passado pode reescrever o futuro. Raiden, ao receber visões do futuro, interfere em eventos que deveriam ser canônicos, resultando em mudanças significativas na linha do tempo. Surgem até mesmo variações inesperadas, como Cyber Sub-Zero em vez de Cyber Smoke e a presença de Kung Lao, um lutador que não era conhecido por sua paixão pela luta.

Cyber-SubZero

Infelizmente, muitos personagens sofreram mortes decorrentes das tentativas de Raiden de mudar o futuro. Sindel, que foi ressuscitada, foi responsável por sete dessas mortes em uma única cena, Kitana, Jade, Smoke, Jax, Kabal, Stryker, e Cyber Sub-Zero, incluindo a de Nightwolf que a derrotou, mas sucumbiu ao mesmo golpe. Liu Kang foi morto em um momento de fúria ao atacar Raiden, e Kung Lao perdeu a vida nas mãos de Shao Kahn após ser influenciado por Raiden a acreditar que salvaria o Plano Terrestre.

Morte de Liu Kang

Apesar das controvérsias, o jogo resgatou a paixão dos fãs e conquistou novos seguidores. O modo Arcade introduziu os finais alternativos para cada personagem, uma adição que se tornou um marco na série. As 25 fases, com gráficos atualizados, remetiam às clássicas dos primeiros jogos. A implementação dos hematomas, sangue e roupas rasgadas durante os combates, junto com as brutalidades dos golpes Raio-X, geraram grande empolgação. Mas porque o nome era “Raio-X”? Porque enquanto o personagem dava a sua sequência do Especial, então alguns momentos mostravam com raio-x a costela quebrando, crânio sendo perfurado e por assim em diante e cara, isso era fantástico demais na época, isso criou um hype absurdo em cima do jogo.

X-Ray do Kano

A barra de Raio-X permitiu ataques especiais intensificados, ampliando a dinâmica do jogo. Essa barra também poderia ser usada para amplificar algum ataque especial do personagem, por exemplo: Se ele usasse apenas uma bola de energia, usando a barra ele usaria duas, sabe? E também dava pra usar a barra pra fazer um breaker A jogabilidade fluida e rápida, somada à necessidade de aprender as novas mecânicas para cada personagem, trouxe uma nova camada de profundidade ao gameplay. Cada lutador possuía duas Fatalities e o retorno do Babelity e interações com o cenário enriqueceram ainda mais a experiência. Para muitos, o jogo representou uma evolução significativa e marcante na série.

Mortal Kombat (2011) trouxe de volta as Torres e, junto delas, o desafio Test Your Might. Cada combate nas Torres apresentava condições especiais, desde lutar com sangramento até lutar de cabeça para baixo. Uma adição interessante foi a possibilidade de enfrentar um amigo, trazendo uma nova dinâmica para o jogo.

Outra inovação foi a inclusão de personagens convidados de outras franquias, como Kratos de God of War, que estreou apenas no PlayStation. Essa introdução abriu caminho para futuros personagens de outras mídias. Além disso, houve a inclusão de personagens DLC, como Scarlet (inspirada no antigo bug que alterava as cores da roupa de Kitana nos jogos anteriores), Kenshi, Rain e Freddy Krueger.

Kratos no MK9

O modo Kripta também fez seu retorno, proporcionando uma experiência de exploração e desbloqueio de conteúdo adicional. Contudo, o jogo apresentou pontos fracos, como os carregamentos demorados e alguns problemas no modo online.

Mortal Kombat (2011) foi bem recebido tanto pelo público quanto pela crítica, tornando-se o favorito na saga para muitos, inclusive para mim, mas ele entra em segundo após MK Shaolin Monks. Foi também o jogo que você mais jogou, o que demonstra o impacto positivo que teve em sua experiência como fã da série.


Mortal Kombat X

Mortal Kombat X, lançado em 2015, continua a narrativa dos eventos de MK9. O jogo começa relembrando os acontecimentos do jogo anterior e introduz a ideia de universos paralelos e linhas do tempo alternativas, tornando a trama da franquia cada vez mais complexa nos próximos jogos.

A história se desenrola dois anos após a derrota de Shao Kahn. O próximo vilão cronologicamente é Shinnok, que invade o Plano Terreno com suas criaturas demoníacas e conta com o auxílio de Quan Chi, seu braço direito. No exército de Shinnok, também se encontram guerreiros mortos de MK9, incluindo aqueles que antes eram aliados das forças do bem, agora corrompidos e servos do novo antagonista. Shinnok ressuscita guerreiros da Terra e de outros reinos para fortalecer seu exército.

No MK9, Liu Kang foi morto devido a desentendimentos com Raiden. Agora, o maior guerreiro da Terra é Johnny Cage, que, ao lado de Sonya e Kenshi, luta para conter a invasão. Raiden está ocupado lutando com Fujin no portal, enfrentando os demônios, mas não consegue conter todos, permitindo que Shinnok cause estragos. No entanto, quem acaba lutando com ele e vencendo? Ele mesmo, o maior herói da Terra, Johnny Cage, que lutam e Shinnok é vencido.

Sonya e Johnny

O jogo avança 20 anos no futuro, mostrando que Johnny Cage casou-se com Sonya e tiveram uma filha chamada Cassie, uma nova personagem na série. No entanto, o casamento dos pais de Cassie acaba em divórcio. Cassie enfrenta dificuldades de relacionamento com sua mãe devido à pressão que ela sofre, sendo uma das elites do exército e uma das protetoras do Plano Terreno. Cassie também sente essa mesma pressão vinda de seu pai, mas é evidente que Johnny é mais carinhoso e paciente. De fato, essa diferença de abordagem foi um dos motivos que levaram à separação de Johnny e Sonya, pois o trabalho de ambos consumiu muito o relacionamento.

Cassie Cage

Cassie assumiu a liderança dos novos guerreiros da Terra, formando um grupo que incluía Takeda, um personagem novo e filho de Kenshi. Takeda tinha seus próprios conflitos com o pai e por isso morava com sua mãe, mas após um ataque da Red Dragon que resultou na morte de sua mãe, ele foi entregue aos cuidados dos Shirai Ryu. Lá, ele recebeu treinamento de Scorpion, a quem Takeda considera como uma figura paterna. Além disso, Takeda nutre sentimentos por Jacqui, outra das novas personagens introduzidas no jogo.

Takeda Takahashi

Jacqueline “Jacqui” Briggs é outra personagem nova e é filha de Jax. Ela compartilha o temperamento briguento do pai e, embora seu relacionamento com ele durante sua formação tenha sido tranquilo, as experiências traumáticas de Jax o afetaram profundamente. Jax passou um tempo como um espectro nas mãos de Shinnok antes de ser resgatado e ressuscitado. Essa experiência deixou marcas em sua psique; ele lembrava das pessoas que havia matado e da quantidade de maldade que havia cometido. Esses pensamentos o atormentavam e causavam pesadelos.

Jacqueline “Jacqui” Briggs

Diante de tudo isso, Jax tomou a decisão de não continuar sendo um guerreiro da Terra, optando por se aposentar definitivamente. Jacqui é afetada por essa escolha do pai. E é a melhor amiga de Cassie.

Kung Jin, o personagem mais cativante do jogo, destaca-se como o membro mais poderoso do quarteto. Ele constantemente questiona a liderança de Cassie e provoca Jacqui sobre a condição de seu pai como um espectro. Kung Jin, de certa forma, adota uma atitude babaca para evitar que os outros percebam seus próprios problemas pessoais.

Ele é parte da linhagem de Kung Lao e sente uma grande pressão para estar à altura da responsabilidade de substituir tanto Kung Lao quanto Liu Kang. No entanto, seus dilemas vão além disso; Kung Jin é, na verdade, homossexual, e por se sentir diferente, ele acredita que nunca terá o respeito dos monges.

Kung Jin

Há um momento de flashback em que Raiden confronta Kung Jin, dizendo que ele deveria seguir os passos de Kung Lao. No entanto, Kung Jin responde que nunca seria aceito pelos monges como ele é. Em um sábio conselho (quando não está em seu estado mais excêntrico), Raiden afirma que os monges se preocupam apenas com o coração de uma pessoa, não com quem ou o que o coração deseja.

Embora algumas pessoas possam rotular essa abordagem como “lacração”, é uma maneira sutil de abordar temas importantes e atuais, proporcionando uma representação diversa na narrativa do jogo.

Com a queda de Shao Kahn, uma guerra civil pelo trono de Outworld teve início. O atual imperador é Kotal Kahn, um personagem novo e o guerreiro mais poderoso de Outworld. Ele pertence à raça dos Osh-Tekk, um povo guerreiro indígena que obtém sua energia do sol. Kotal Kahn teve contato com os maias, sendo adorado por eles como uma divindade.

Imperador Kotal Kahn

Do outro lado da rebelião está Mileena, que acredita ter o direito legítimo de herdar o trono de seu pai. No entanto, uma certeza prevalece: todos estão em busca do medalhão de Shinnok e de seu imenso poder. Por causa desse objeto, uma nova guerra está prestes a atingir seu auge.

Parece que o jogo teve uma abordagem intencional ao deixar algumas lacunas no enredo, possivelmente para incentivar os fãs a explorarem as HQs de Mortal Kombat X lançadas no mesmo ano. Essas HQs forneceram informações adicionais sobre o período que se seguiu aos eventos de Mortal Kombat 9 e o início de Mortal Kombat X, preenchendo algumas das lacunas.]

Página de uma das edições da HQ

Além disso, o jogo adotou uma abordagem de desenvolvimento dos personagens, tornando-os mais humanizados, com emoções, questões pessoais e conflitos familiares. Essa abordagem pode ter contribuído para que os jogadores se conectassem de forma mais profunda com os personagens.

Apesar disso tudo a história é menos divertida que a dos anteriores, ela é mais simples o foi adicionado o ultrapassado Quicktime Event. A dublagem não é ruim, mas lembra da polemica da época? Da Pitty dublando a Cassie? Então.

O jogo manteve a mesma essência em termos de mecânica de lutas, Fatalities e os X-Rays. No entanto, algumas das principais diferenças em relação ao Mortal Kombat 9 incluem a reintrodução da barra de Stamina, um elemento que remete aos tempos de Ultimate Mortal Kombat 3. Esta barra ficava abaixo da barra de Vida e era dividida em dois segmentos, tendo funções distintas.

A primeira função permitia o “Run”, que tornava o jogo mais rápido, embora eu tenha achado essa novidade bem bosta. A segunda função era para interação com o cenário, embora fosse mais limitada em comparação com outras versões.

O jogo inicialmente contava com 25 personagens, sendo que mais tarde foram adicionados outros por meio de DLCs, como Goro, Jason, Tanya, Predador, Tremor, Bo Rai Cho, Tri-Borg (uma forma de trazer Sektor, Cyrax, Smoke e Cyber Sub-Zero de forma preguiçosa), Leatherface e Alien. Uma novidade nesse jogo foi a possibilidade de escolher variações específicas para cada personagem, personalizando suas habilidades especiais.

DLC Pack 2 (Bo Rai Cho, Leatherface, Alien e Triborg)

Além disso, os Brutalities fizeram um retorno, mas para executá-los era necessário cumprir certas condições, como passar todo o combate sem se defender e finalizar com um uppercut, resultando na decapitação do oponente.

Houve uma mudança significativa no design dos personagens, principalmente no caso das mulheres. Os exageros nos atributos físicos, como seios muito grandes, foram reduzidos, removendo os decotes e diminuindo os tamanhos. Essa mudança, que visava tornar o jogo menos sexualizado, gerou diversas reações, especialmente entre os fãs mais dedicados.

Além disso, uma adição interessante foi a introdução das facções, permitindo aos jogadores se afiliarem a grupos como os Lin Kuei, Irmandade das Sombras, Lotus Branca ou Forças Especiais, vinculando suas contas a essas organizações no jogo.

Apesar de ser um jogo muito aguardado e bem recebido, ainda recebeu críticas, especialmente na versão para PC devido à otimização problemática.


Mortal Kombat 11

Agora vamos ao último jogo da franquia, tirando o Mortal Kombat 1 recém lançado. Mortal Kombat 11 foi desenvolvido pela Netherealm Studio e publicado pela Warner lançado em abril de 2019. O jogo começa logo após aos acontecimentos de Mortal Kombat X e infelizmente não tenho como explicar sem dar muito Spoiler, então cuidado!

No início, nos deparamos com Raiden, agora transformado em Dark Raiden, aquele mesmo que conhecemos dos jogos antigos. No entanto, suas motivações são agora distintas. Ele está submetendo Shinnok a uma tortura implacável após os eventos de MK X. Vale lembrar que Shinnok é imortal. Em um momento impactante, Raiden declara: “Existem destinos piores do que a morte”, e então arranca a cabeça de Shinnok para que em seguida, ele entregasse o grotesco troféu para Liu Kang e Kitana, que ascendem como Imperadores de Netherealm.

Dark Raiden

É nesse ponto que somos apresentados à nova vilã, Kronika. Ela é um titã com o domínio sobre o tempo e também é mãe de Shinnok, além de ser progenitora de uma outra deusa ancestral chamada Cetrion, uma personagem inédita. Kronika manipula o tempo em seu benefício, aparecendo diante de Shinnok – agora sem cabeça – e afirmando que o destino que se abate sobre ele não era o que estava destinado. Ela acusa Raiden de ter alterado significativamente a linha do tempo e afirma que chegou o momento de puni-lo e corrigir as distorções ocorridas.

Raiden entregando a cabeça para os Imperadores do Inferno

Como mencionei anteriormente, em MK9, Raiden estava cometendo uma série de erros ao tentar corrigir as coisas, resultando em consequências ainda piores. Após a aparição de Kronika, ocorre um choque temporal que transporta os personagens do passado para o presente, mais precisamente na versão de Mortal Kombat 2. Esse confronto entre as versões deles é bastante interessante. Por exemplo, Liu Kang, nesta fase, era um guerreiro honrado e íntegro que obedecia a Raiden sem questionar. Entretanto, ele é confrontado por sua versão maligna e líder do Inferno, proporcionando uma das experiências mais empolgantes da saga.

Scorpion e Hanzo Hasashi (Scorpion humano)

Em minha opinião, a narrativa de MK11 não supera a do MK X, permanecendo confusa e desorganizada. Além disso, Kronika se mostra uma vilã pouco impactante, sem muita profundidade, eu acho até o Geras, seu braço direito um personagem muito mais legal. Apesar disso, o jogo preserva um combate de alta qualidade, mesmo com um ritmo um pouco mais lento em comparação ao X.

Kronika

Neste jogo, a mecânica da barra de X-Ray foi alterada. Agora, ela era utilizada para realizar Breaker ou para potencializar os golpes especiais. O X-Ray foi substituído pelo Fatal Blow, que só podia ser empregado quando a sua vida estivesse baixa. Caso o movimento fosse mal-sucedido, era necessário aguardar alguns segundos para tentar novamente. Se acertasse, não seria possível repeti-lo. Além disso, foi introduzido o Crush Blow, que funcionava de maneira semelhante ao X-Ray, sendo ativado ao executar uma sequência correta de comandos durante o combate. Uma novidade foi o “Mercy”, permitindo ao jogador, após derrotar o oponente, realizar uma sequência de botões para demonstrar “Misericórdia”, revivendo o adversário com uma pequena quantidade de vida. Vale mencionar que as Fatalities utilizando o cenário foram removidas. O Brutality retornou, agora com condições de combate um pouco mais acessíveis.

Kitana usando “Mercy” em Liu Kang

Temos o modo Konquest, onde encontramos a Kripta, a Torre do Tempo e as Torres Clássicas, nas quais enfrentávamos uma série de oponentes, culminando em um embate contra o chefe final, seguido por uma tela de conclusão do personagem. Há também a Torre Sem Fim, na qual enfrentamos inúmeros oponentes até sermos derrotados, bem como o modo Sobrevivência, no qual enfrentamos 25 personagens sem a possibilidade de regenerar nossa vida. O modo Kripta, para mim, é o mais envolvente de toda a franquia. Nele, explorávamos a ilha de Shang Tsung, descobrindo vários itens e adquirindo outros por meio de compra. Além disso, a Kripta conta com diversas referências a personagens que não estão presentes no jogo, e até mesmo ao clássico filme. O sistema de variação de personagens foi mantido, permitindo a personalização das roupas obtidas na Kripta, conferindo atributos adicionais ao personagem. Era possível criar até três variações para um personagem, alterando seus golpes e habilidades especiais.

Modo Kripta

Inicialmente, era bastante difícil conseguir “Gears” no jogo. Isso se devia ao fato de que, além de serem caros, havia momentos na Torre do Tempo em que parecia impossível progredir, já que o jogo parecia ler os movimentos do jogador. Como em muitos jogos, havia a opção de gastar dinheiro para adquirir os itens de forma mais rápida. No entanto, isso gerou frustração em muitos jogadores, o que levou a uma atualização que tornou a Torre do Tempo mais jogável. Felizmente, a customização permaneceu interessante e divertida, oferecendo uma ampla variedade de itens, incluindo até mesmo introduções de luta diferenciadas.

O jogo ainda mantém um visual impressionante até hoje. Os personagens, a modelagem, a dublagem e os cenários são impecáveis. A única exceção foi a versão para o Switch, que, como vimos no MK1, tende a apresentar alguns bugs, com quedas de quadros e gráficos de qualidade inferior. Conforme mencionei anteriormente, a trama em si é apenas razoável, mas há alguns momentos bem interessantes, como os encontros entre personagens do presente e do passado. Além disso, os combates são praticamente perfeitos, o que o torna uma excelente escolha tanto para jogadores competitivos quanto para partidas com amigos.


O que você achou desse nosso Especial de Mortal Kombat? Conhecia todos os jogos? Qual você mais gosta ou gostou de conhecer? Conta pra gente. Um abraço!

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