Five Nights at Freddy’s: O simples pode ser melhor

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Five Nights at Freddy's: Exemplo de que o simples pode ser melhor!

Aproveitando o hype do filme “Five Nights At Freddy’s”, vamos falar um pouco sobre a saga de jogos, o enredo, o criador e algumas informações extras.

A Mente por trás da franquia

A mente por trás desse fenômeno é o americano Scott Cawthon, nascido no Texas. Criado em uma família cristã bastante rígida, Scott enfrentou dificuldades financeiras na infância e não teve acesso a uma educação escolar adequada. Isso o motivou a buscar condições de vida melhores. Desde cedo, ele começou a desenvolver jogos independentes nas instalações da igreja que frequentava. Embora enxergasse isso como um chamado de Deus, o dinheiro não entrava, e ele lamentava passar seus anos desenvolvendo esses pequenos jogos em vez de ir para a escola. Foi então que decidiu ingressar em um instituto sem fins lucrativos, o Instituto de Arte de Houston. Foi lá que ele começou a aprimorar suas habilidades no desenvolvimento de jogos e animações.

Seu primeiro jogo, criado no início dos anos 90, chamava-se “Doofas“. Mesmo com pouca experiência e conhecimento, Scott apresentou um jogo divertido e original. Nele, controlávamos um pequeno dinossauro em uma terra de dinossauros e fantasia, enfrentando um vilão que queria destruir tudo. Seus mini games chamaram a atenção da empresa de animações chamada Hope Animation. Isso o incentivou a criar mais jogos independentes, sem necessariamente ligá-los ao cristianismo, e seu nome começou a ganhar destaque, ainda que de forma modesta.

Scott criou seu canal no YouTube em 2006, onde lançou um jogo chamado “Weird Colony“. Utilizava o canal para compartilhar curtas animações do seu próximo projeto, chamado “Pilgrim’s Progress“, uma adaptação do clássico livro “O Peregrino” do autor cristão John Bunyan. Esse canal ainda está ativo e pode ser encontrar com o nome do criador. Atualmente, ele também compartilha os trailers de anúncio de seus jogos.

Nos anos seguintes, Scott passou a desenvolver mais jogos independentes e conseguiu a aprovação para comercializá-los na Steam. Embora não fosse um grande desenvolvedor habilidoso, ele sempre acolheu críticas para aprimorar seu trabalho. Já na casa dos 30 anos, casado e com filhos, tentando construir sua vida, foi quando ele finalmente encontrou o sucesso em 2014, com o lançamento do primeiro jogo da franquia. Nessa época, Scott enfrentava dificuldades financeiras e lançava alguns jogos independentes online na esperança de conseguir algum dinheiro. Segundo suas próprias palavras em entrevista, se conseguisse $100 por mês, já estava ótimo.

Ele começou a desenvolver um jogo chamado “Chipper & Sons Lumber“, onde controlávamos uma espécie de castor e sua família. Embora o jogo tivesse uma estética de desenho animado, os controles eram deficientes e a execução deixava a desejar em vários aspectos, sendo duramente criticado. Uma das maiores críticas foi que os personagens pareciam assustadores em certos momentos, embora essa não tenha sido a intenção de Scott. Naquela época, os jogos de terror independentes estavam em alta no YouTube, com centenas de YouTubers e streamers exageradamente expressivos, proporcionando entretenimento para o público e contribuindo para a viralização desses jogos.

Foi nesse cenário que Scott vislumbrou a oportunidade para “Five Nights At Freddy’s”. Apesar de ter se tornado uma franquia gigantesca, ela teve um início simples. Scott planejou os inimigos do jogo, conhecidos como animatrônicos, sem pensar muito, com exceção de Freddy, que dá nome à franquia e se tornou o antagonista principal.


Five Nights at Freddy’s

A jogabilidade de Five Nights é muito simples. A partir dela, vamos aprender sobre a história em resumo. Em Five Nights 1, temos um jogo de apontar e clicar, onde estamos parados em uma sala mexendo em dispositivos ao redor. Assumimos o controle de um segurança chamado Mike em uma pizzaria à noite, chamada Freddy Fazbear Pizza. Na primeira noite de trabalho de Mike, ele recebe uma ligação do seu antecessor, que lhe dá as boas-vindas e algumas pequenas instruções. Esse antecessor é conhecido como o cara do telefone, e é dublado pelo próprio Scott.

Na primeira noite, tudo é relativamente tranquilo, embora as coisas andem rápido demais nesse jogo. O cara do telefone começa a nos dar algumas informações sobre qual será nossa função e sobre o local em si. Ele tenta nos tranquilizar o tempo todo e menciona coisas como a empresa não se responsabilizar por roubo, desaparecimento de pessoas e até mesmo mortes, o que é bastante bizarro. Ele diz que não é algo com o que devemos nos preocupar e nos explica sobre os animatrônicos que vagam pela pizzaria à noite, em um tipo de modo “andar livre” devido ao tempo em que ficaram desligados. Ele menciona o incidente da mordida de 87, que foi surpreendente por ter alguém sobrevivido sem o lóbulo frontal. O cara do telefone explica que, se os animatrônicos avistarem alguém na pizzaria à noite, irão confundir a pessoa com um esqueleto de animatrônico, o que seria contra as regras, e tentariam colocá-la dentro de um animatrônico.

A jogabilidade se resume a controlar Mike dentro de um pequeno escritório, cuidando das câmeras que mostram todas as áreas da pizzaria. O objetivo é não ficar sem energia e ficar de olho nos animatrônicos. A noite acaba às seis da manhã, indicando que você passou de fase. No escritório, usamos uma tela como um tablet para ver as câmeras. Algumas delas se movem e a maioria tem visão granulada e escura. Além do escritório, temos dois corredores, um à esquerda e um à direita, com portas que podemos fechar e abrir, e luzes que também podemos acender. O objetivo é gerenciar a bateria, ficar atento aos animatrônicos e evitar que cheguem até Mike.

Conforme as noites passam, os animatrônicos ficam cada vez mais ativos e rápidos. Eles se movimentam lentamente nas câmeras e, quando olhamos novamente, já estão em outro local. Temos que evitar que cheguem até Mike. Caso contrário, teremos um encontro nada agradável com um dos animatrônicos gritando na nossa cara. Os animatrônicos incluem Freddy, que dá nome ao jogo, Bonnie, um coelho que toca guitarra, Chica, uma galinha,

Bonnie, Freddy e Chica

e Foxy, uma raposa com a aparência acabada, porque era um animatronico descartado. São visualmente macabros, com expressões faciais assustadoras.

Foxy

O jogo cria uma atmosfera de pressão e nos faz sentir encurralados. A cada noite, recebemos ligações do cara do telefone, aprendendo um pouco mais sobre a história do jogo. Também é importante ficar atento aos detalhes do cenário, que nos mostram pequenas pistas sobre a trama do jogo. Five Nights é um jogo simples, mas foi um fenômeno. Uma característica comum em toda a série é que os jogos podem ser completados em uma hora ou até menos, dependendo da familiaridade do jogador com o jogo. As coisas só tomaram forma com o tempo no enredo, Five Nights nem sempre nos diz muito, é preciso se atentar aos detalhes, mas também muita coisa vem de teorias e debates entre fãs na internet e alguns compram como se fosse verdade absoluta.


Five Nighst at Freddy’s 2

Em novembro de 2014, no mesmo ano, veio o segundo jogo, direcionado a um público mais amplo. Ele se passa em 1987, enquanto o primeiro ocorre em 1993, lembra disso que é relevante. O jogo se inicia da mesma forma que o primeiro, mas estamos em outro lugar, na verdade, em outra pizzaria, porém com o mesmo nome.

O cara do telefone novamente dá as boas-vindas ao novo protagonista, o guarda-noturno Jeremy. Ele menciona que algumas pessoas ainda têm uma visão negativa sobre a pizzaria e que Jeremy deve deixar isso de lado, pois esse novo prédio e a nova política da empresa são totalmente focados na diversão para toda a família e, acima de tudo, na segurança. A empresa investiu uma pequena fortuna nos novos animatrônicos, equipados com reconhecimento sonoro e facial para proteger as crianças de possíveis ameaças.

Teoricamente, o cara do telefone diz que o guarda da noite anterior estava reclamando de algumas coisas e tiveram que fazer algumas mudanças. Agora, é Jeremy quem assume essa responsabilidade. Conforme as noites passam, o cara do telefone nos alerta que as coisas estão ficando estranhas. Na quarta noite, começam a ocorrer investigações policiais sobre o local. Na quinta noite, é mencionado que o local foi interditado porque alguém roubou uma das roupas do local, que pertencia a um coelho amarelo.

Além disso, os animatrônicos estão agindo de maneira estranha, mesmo durante o dia. Eles interagem normalmente com as crianças, mas estão quase agressivos com os adultos, encarando-os de forma estranha. E como isso afeta nosso gameplay? Bem, o segundo jogo funciona da mesma forma que o primeiro, mas introduz novas mecânicas que envolvem o que eu expliquei sobre a história relacionada aos sons.

Para contornar isso, temos uma caixa de música que precisamos dar corda de vez em quando. No entanto, essa caixa de música só funciona com um animatrônico, o Puppet, introduzido nesse jogo como um vilão, mas com um lado de sua história que é revelado posteriormente. O Puppet só pode ser parado com a caixa de música, por motivos não muito claros até então.

Puppet

Além do Puppet, temos um animatrônico chamado Balloon Boy e versões remodeladas do Foxy, Chica e Bonnie, com visuais ainda mais grotescos e expressões ainda mais medonhas. O objetivo continua o mesmo: sobreviver até as 6 da manhã, sempre tocando a caixa de música e prestando atenção nos tubos de ventilação à nossa frente. Temos um vidro na frente da mesa de Jeremy e, caso os animatrônicos cheguem até a sala, devemos usar a máscara do Freddy.

Balloon Boy

Lembram-se do acidente mencionado no primeiro jogo, conhecido como a Mordida de 87? Pois bem, o segundo jogo se passa em 1987, e é considerado que Jeremy foi a vítima dessa mordida. É na sexta noite, que seria a noite extra, que o cara do telefone menciona que, no próximo dia, o local estará fechado devido às investigações, e o trabalho de Jeremy será em uma festa onde os animatrônicos estarão presentes. Devemos ficar perto deles e garantir que ninguém se machuque.

Quanto aos minigames, esse jogo introduziu uma nova dinâmica na história e no gameplay. Em certos momentos, quando morremos ou durante a transição de noite, teremos pequenos jogos em estilo 8-bits. Controlamos os animatrônicos em situações de festas na pizzaria e temos que cumprir tarefas simples. Eles são sombrios e lentos, com um som macabro ao fundo. Esses minigames trazem pequenas cenas que nos mostram acontecimentos passados, que a princípio podem parecer sem sentido.

Veremos, por exemplo, um homem roxo chamado The Purple Man ou Purple Guy, que também é revelado mais tarde. Tudo isso é bastante bizarro em Five Nights. Ao completarmos as cinco noites, teremos uma noite extra e, ao completar o cheque de pagamento, o valor será maior, liberando o modo de noite personalizada. Nesse modo, podemos selecionar os animatrônicos e ajustar o nível de inteligência artificial deles. Se completarmos, teremos um final alternativo, por assim dizer.

Purple Guy

Aonde recebemos uma carta de demissão por adulterar os animatrônicos e por estar com um suposto odor estranho, assim como Mike no primeiro jogo. Em ambos os casos, temos o final normal da Noite 6, onde você recebe um bônus e uma nota informando que a pizzaria está fechando. Na noite personalizada, Jeremy está presente em uma festa, e então assumimos o papel de outro funcionário chamado Fritz. Em sua carta de demissão, alegando os mesmos motivos de Mike, aparece o seu nome. Five Nights 2 teve o mesmo sucesso que o primeiro jogo.


Five Nights at Freddy’s 3

Em março de 2015, com uma tonalidade mais amarela e verde, Five Nights 3 se passa 30 anos após o primeiro jogo. Aqui, eu preciso falar sobre as datas. Embora existam referências à mordida de 87, há inúmeras teorias e nada confirmado sobre as datas do primeiro e terceiro jogo. Sabemos dos jogos 2, 4 e 6, mas não dos ímpares. Existem fãs que teorizam por várias razões na internet que o primeiro jogo se passa em 1993, 1992 ou 2003. Enfim, levam em consideração até o salário mínimo da época, o dia do ano que é datado nos cheques, entre outros detalhes. Mas Scott nunca confirmou nada. E aqui já adianto uma informação: em 2015, ele publicou seu primeiro livro e nele é dito que a pizzaria fechou dez anos atrás, o que situaria o livro em 1995.

De qualquer forma, comumente se acredita e é provável que seja em 1992 ou 1990. Vou seguir dessa forma. O terceiro jogo se passa por volta de 2023, aproximadamente – Caso você, caro leitor, tenha alguma informação adicional sobre isso, sinta-se à vontade para comentar.

Continuando, independente da data, ele tem suas particularidades tanto em gameplay quanto em história. Dessa vez, por conta dos eventos do passado, a Fazbear Entertainment decidiu meio que abraçar o lado ruim da coisa e fazer uma atração voltada ao terror envolvendo os animatrônicos. Essa nova atração irá abrir oficialmente em uma semana.

Five Nights at Freddy’s 3

Nós assumimos o papel de um guarda sem nome que precisa checar se está tudo certo nos próximos dias para que não ocorram problemas. O trabalho dele é verificar se ninguém vai roubar nada pelas câmeras ou causar problemas. E como sabemos, tudo o que eu estou falando, como era de se esperar, o cara que nos dá as instruções grava em uma fita cassete. A ideia real é que eles estão coletando coisas antigas de outros lugares para colocar nesse novo local. Ou seja, animatrônicos velhos, desenhos, ventiladores, e assim por diante. Além disso, um lugar é cheio de coisas antigas, e eles estão em busca de uma sala que ouviram falar, e segundo os designers, é que ela tenha sido coberta por algo. Assim como no segundo jogo, teremos a presença dos minigames, de forma mais profunda. São mais variados e com objetivos diferentes. O que chama atenção são os minigames em que controlamos os animatrônicos e perseguimos uma misteriosa figura roxa, como se fosse um Freddy roxo. Ao final de cada sessão, o Purple Guy aparece e destrói os animatrônicos, aquele mesmo do segundo jogo. Diferente dos demais, ele possui três finais que dependem estritamente dos minigames para serem alcançados. Alguns só aparecem em certos momentos e compreendem certos objetivos. E o que muda nesses finais? O final ruim apresenta uma tela com as cabeças de todos os animatrônicos do primeiro jogo, mais uma cabeça extra, que seria do possível Golden Freddy, a versão macabra e fantasmagórica do Freddy que aparecia aleatoriamente no primeiro jogo.

Golden Freddy

Todas as cabeças estarão com os olhos acesos, e no final bom todas as cabeças estarão com os olhos apagados e não terá a do Golden Freddy. E o que isso significa, vocês vão descobrir. E o terceiro final seria o da sexta noite, como de costume, chamado de noite pesadelo. Neste final, temos uma matéria no jornal dizendo que o lugar foi queimado. Neste jogo, apenas um animatrônico pode te matar, o único que foi encontrado pela equipe da Fazbear, um velho coelho chamado Springtrap. Ele está completamente deteriorado, mas com uma espécie de “vida”. Ele está tentando entrar no prédio e consegue. Nosso papel como guarda está atrelado ao gameplay, tudo resumido pela sua câmera, que vai da esquerda para a direita, até um limite que agora foi ampliado, pois estamos em uma sala que seria tipo a entrada do prédio, onde as pessoas passariam pelo guarda para ir em direção aos corredores e atrações. Nessa sala, temos apenas uma mesa, um vidro que dá para outra sala, e do lado esquerdo temos o corredor, onde inclusive temos os restos de um animatrônico do Freddy posicionado nos encarando. Sempre para piorar a situação, o lance é você se certificar de que tudo está certo no prédio. Então, além dos circuitos de câmeras, temos a ventilação e o menu de restauração do sistema. Em certos momentos, as coisas vão parar de funcionar, e temos que abrir o menu para reiniciar o sistema, pois se pararem de funcionar, afeta as luzes, a visão da câmera, e assim por diante.

Springtrap

Dessa vez, não temos baterias para se preocupar. Springtrap vaga pelo prédio, e nosso objetivo é acompanhar seus passos e impedi-lo de chegar até onde o guarda está. Ele é bem marcado pela sua aparência e comportamento. Mas, apesar de ele ser o único problema que realmente pode nos matar, ele não é a única coisa que vai te assustar. O jogo conta com a presença dos chamados fantasmas, que não fica claro se são alucinações do guarda ou realmente fantasmas. Esses fantasmas são os animatrônicos dos jogos anteriores. Eles não podem te ferir, mas podem te assustar. O jogo conta com a presença dos chamados fantasmas, que não fica claro se são alucinações do guarda ou realmente fantasmas. Esses fantasmas são os animatrônicos dos jogos anteriores. O terceiro jogo da franquia é considerado melhor que os três primeiros.


Five Nights at Freddy’s 4

Isso nos leva até julho de 2015, sendo um divisor de águas na franquia. Inicialmente, estava planejado para ser lançado no Halloween, mas foi adiantado. Quando digo “divisor de águas”, refiro-me a todos os aspectos. Em 2015, tanto o quarto jogo quanto o livro “Silver Eyes” (Olhos Prateados), que foi lançado em novembro, deram um impulso para a franquia. Aqui, a história começou a tomar realmente forma como a conhecemos hoje e a se conectar bem com os demais jogos e com os posteriores.

Esse livro ganhou uma nova adaptação em dezembro de 2019 e foi muito bem recebido pelos fãs. Houve críticas de que alguns acontecimentos não batem com os jogos, porém, Scott afirmou que o livro é canônico. Em Five Nights 4, pelas palavras do próprio Scott, tudo era interpretativo. Vamos lá, começando pelo enredo.

Ao invés de começar diretamente na visão do protagonista, um minigame inicia com alguns diálogos onde vemos uma pelúcia de Fred Bear falando algumas coisas. Ele fala diretamente com alguém, perguntando se ele o encontrou e trancou no quarto de novo. Não se assuste, estou aqui com você. Daí, assumimos o papel de um garotinho em seu quarto, chorando desesperadamente. Vemos o Fred Bear em cima da cama, com os olhos se movimentando e acompanhando os movimentos do garoto. No canto do quarto, temos outras pelúcias de animatrônicos.

Esse minigame não tem muito o que fazer, pois o garoto está literalmente trancado no quarto. Quando percebe que não há saída, ele deita no chão e chora, com Fred dizendo “amanhã é um novo dia”. E assim, o gameplay se inicia. Não é um escritório, mas sim, o quarto na visão de uma criança. Por muito tempo se especulou se a criança dos minigames era o próprio garoto. Eu vou contar o que se desenrolou nesses minigames.

A cada minigame, aparece uma contagem regressiva para a festa. No segundo minigame, ninguém me diz “quatro dias para a festa”. Estamos novamente na casa do garoto e a pelúcia do Fred diz que ele está escondido de novo e que ele vai te assustar, que ele te odeia. Andamos pela casa enquanto o garoto chora. Até que, em um dos cômodos, surge alguém com uma máscara de Fox e assusta o garoto. Ao cair e chorar no chão, Freddy diz novamente: “amanhã é um outro dia”.

Depois disso, vemos o garoto dentro da Pizzaria da Fazbear Entertainment, onde Fred diz que ele te deixou aqui sozinho porque sabe que você odeia esse lugar. Embora não fique claro ainda quem é “ele”, vemos que o garoto tem um grande terror dos animatrônicos, por alguma razão, apesar de ter apelos deles. E quando um animatrônico, como a pessoa dentro diz, sugere uma saída, ele deve se apressar. Ao avançar para a próxima sala da pizzaria, ele vê os animatrônicos, o garoto chora e não consegue sair. E por que ele deu ouvidos a esse animatrônico do Freddy que tinha uma pessoa dentro? É como se Fred, sendo o melhor amigo dele, uma versão “real” dele, o assustaria menos que os demais.

No próximo minigame, estamos de novo na pizzaria e, dessa vez, o garoto sabe que precisa se apressar para sair de lá. Até conversamos com outras crianças, incluindo um garoto com um balão, fazendo referência. Ficamos sabendo que a tal festa é do próprio garoto. E quando saímos, já chegamos em casa novamente, um susto da misteriosa pessoa e “amanhã é um novo dia”. Faltando um dia para a festa, vemos o garoto preso em um quarto com cabeças dos animatrônicos em tamanho real, chorando e pedindo para sair de lá.

Quando finalmente chega o dia da festa, eu não sei, o garoto está aterrorizado com vários garotos mais velhos ao redor dele, usando máscaras. E é aqui que ficamos sabendo quem é o miserável que o tem assustado: é o seu irmão. Um dos amigos de seu irmão, um bebê chorão, e o grupo pega o garoto à força, mesmo ele implorando. Colocam o garoto na frente do animatrônico do Freddy Bear, o colocam na boca do animatronic, e o pior acontece: ele acaba mordendo, arrancando a cabeça do garotinho. E todos ficam ali em silêncio, olhando assustados.

Ao final de tudo, vemos o garotinho em uma sala escura com seus amigos de pelúcia e Fred presente. Sendo que Fred está quebrado, mas todos eles ainda são amigos. O garoto diz que irá colocá-lo de volta aos poucos, as pelúcias desaparecem, se desculpam, e ao final, escutamos um monitor de batidas cardíacas. O que significa que o garoto morreu. É muita coisa para processar…Por muito tempo, as pessoas achavam que o jogo seria uma espécie de coma do garoto enquanto ele estava no hospital.

E afinal, quem é esse garoto e o seu irmão? Apesar do garotinho não ter nome, seu irmão tem, e é uma peça-chave na história. Ele é Michael Afton, filho de William Afton. E aqui, retrocedemos no tempo para antes de tudo, para a criação da Fazbear Entertainment. Isso ocorreu com uma dupla de amigos chamados William Afton e Henry Emily, dois jovens que compartilhavam as mesmas ideias e talentos. Perto do final dos anos 70, se uniram para colocar essas ideias em prática. Eles seriam os criadores dos animatrônicos. Inicialmente, fizeram o Fredbear Family Diner, uma espécie de restaurante familiar. Lá, contavam com o talento dos jovens e os Springlocks seriam os primeiros modelos de animatrônicos. Animatrônicos que também serviam como roupas para os funcionários usarem. Esses Springlocks eram um Fred Bear, um urso dourado, e os Spring Banners, em dourados, parecidos com o que vemos no terceiro jogo. Esse primeiro local foi um sucesso e foi expandido posteriormente para Fredbear’s Family Pizzaria, onde William e Henry fundaram a Fazbear Entertainment, que seria como uma marca, uma franquia, seja de pizzarias ou outras atrações. O Family Diner é o local que vemos nos minigames do quarto jogo. Em 1983 eles abriram a série de pizzarias. Em paralelo a isso, William tinha sua própria empresa, a “Afton Robotics”, especializada na criação de animatrônicos e componentes robóticos. E foi nesse mesmo ano que dois incidentes ocorreram: o primeiro deles, a morte desse garotinho; e o segundo, a morte da filha de Henry, que vemos no segundo jogo. William era pai de três crianças: Michael, o menininho do quarto, e uma menina chamada Elizabeth. Henry tinha uma filha chamada Charlotte e um irmão gêmeo chamado Sammy. Henry construiu o animatrônico Puppet para cuidar de Charlotte, já que ela não se dava muito bem com as outras crianças. E lá em 1983, há uma cena dos minigames que seria um bolo para as crianças, onde vemos uma criança chorando do lado de fora do restaurante. E essa criança era Charlotte. O triste disso tudo é que vemos a figura do Purple Guy se aproximando e raptando-a, deixando o seu sprite cinza, significando que ele a matou. E quem era o Purple Guy? Era William, o principal antagonista desta saga envolvendo as festas da Freddy Fazbear’s. William também era o melhor amigo de Henry. Ele foi acusado da morte de Charlotte, mas acabou absolvido por falta de provas. Como William é um psicopata, muito se especula e debate sobre ele. Uma das coisas mais comuns de se ouvir é o fato de ele ter dado à luz seu filho Michael, e o ódio que ele tem pelo amor que seu filho sente por sua filha. A mente psicopata de William está além dos limites da compreensão. A história da Fazbear Entertainment e a trágica história das famílias Afton e Emily estão entrelaçadas, e os eventos que se desenrolam têm consequências duradouras ao longo da narrativa da franquia.

Apesar de Michael nutrir um ódio intenso por ele pelo que fez, é um personagem que gradualmente evolui para boas intenções. Afinal, foi um evento extremamente chocante e pesado para ele. Depois que William matou Charlotte, o Puppet não estava do lado de fora, e não conseguiu salva-la, mas deixando um pouco claro que a alma dela tinha possuído o Puppet e não somente ela.

Five Nights 1 apresenta vários pôsteres indicando o desaparecimento de cinco crianças que foram dadas como mortas. O assassino, William, utilizava uma roupa de Spring Bonnie para atrair as crianças para a parte de trás do restaurante e as matava. Isso marcou o fim da Family Dinner, que passou a focar apenas em pizzas até 1985. Foi nesse ano que William matou as cinco crianças. Após esse evento, ele vendeu a companhia e desapareceu, assim como William.

Aqui, as coisas começam a clarear. Lembra quando falei sobre Mike sendo demitido no primeiro jogo e Fritz no segundo, acusados de mau odor? Na verdade, esse odor estava sendo sentido pelos clientes, pois sangue e muco vazavam dos animatrônicos. William colocava as crianças mortas dentro dos animatrônicos, mas os animatrônicos eram possuídos pelas almas das crianças. Isso adiciona uma camada interessante à história do jogo, não é mesmo?

Lembra da parede com alguma coisa no Five Nights 2? Era uma sala que foi fechada, e um dos novos donos usava a fantasia do Spring Bonnie amarelo. É claro que William tem algo a ver com essa fantasia e os assassinatos da época. Aqui, entramos em outro elemento importante que abrange todos os jogos: o remanescente. Trata-se de fragmentos das almas das crianças, e o remanescente seria o que possui os objetos, no caso, os animatrônicos. Independente de William ter ou não colocado as crianças dentro deles, o objetivo dele era buscar a imortalidade.

Agora, voltando ao quarto jogo, que se passa na visão de uma criança ou de um jovem em um quarto escuro, representando Michael. Existem algumas interpretações possíveis. William não sabia o que ele fez, e ele colocou em uma situação de tortura, não de castigo. A segunda interpretação, e a mais plausível, é que os animatrônicos do jogo são chamados pelo próprio Scott de “Animatrônicos do Pesadelo”, representando os pesadelos de Michael pelo que ele fez com o irmão. Antes que eu me esqueça, a afirmação de Michael ser um Mike protagonista nunca foi confirmada, mas tudo indica que ele estava seguindo os passos do pai em algum lugar.

No segundo jogo, que se passa em 1987, ele seria o segundo segurança investigando os rastros do pai, enquanto o menininho do quarto está muito provavelmente ligado a Golden Freddy. Quanto ao funcionamento do jogo, ele quebra os padrões dos anteriores ao focar em uma mecânica mais assustadora do que antes, deixando os antagonistas mais sombrios, e deixando a gente se sentir mais vulnerável na pele de uma criança. Com apenas uma lanterna, o objetivo é sobreviver até às seis da manhã. No quarto, temos quatro visões diferentes: atrás da cama, o armário na frente e as duas portas dos lados esquerdo e direito.

O esquema é o mesmo que jogar em um local muito escuro, as coisas são um pouco mais intimidadoras. Ao chegar perto das portas, é como se algo estivesse se arrastando, e a câmera assume uma visão lateral. O segredo é prestar atenção ao som: nas portas teremos Chica e Bonnie escondido, nos armários teremos Foxy, na parte de trás da cama temos um ursinho do Fred. Você pode ligar a lanterna para olhar, se ouvir ou ver alguma coisa, então feche imediatamente. No armário, a mesma coisa. Aparecem pequenas versões fantasmas dos animatrônicos se movimentando. Precisamos afastá-los com a lanterna. O jogo faz um uso sensacional do áudio, como ouvir a respiração deles, além de barulhos de passos enquanto andam pela casa.

Visual do Bonnie no quarto jogo

Além dos minigames que comentei, temos um outro elemento que é o do Plushtrap, que é uma versão pelúcia do macabro, Springtrap. Se vencer, a noite começa adiantada às duas da manhã. Mais um detalhezinho legal: como de costume, temos noites extras, versões malignas do Freddy Bear. Há uma fase chamada “Nightmare”, onde temos uma tela de morte única com o rosto de um animatrônico e o som de chiados, completando todas as vezes e suas respectivas dificuldades.

Plushtrap

Ao final, abrimos uma pequena galeria de extras com making off. Five Nights 4 dividiu a franquia, sendo até então o jogo mais atmosférico e aterrorizante. Porém, como mencionei, houve críticas dizendo que os controles eram muito imprecisos e confusos. E foi o mais fraco em vendas, com mais de meio milhão de unidades. Quanto ao livro “Silver Eyes” que comentei anteriormente, foi escrito pelo próprio Scott em parceria com outra escritora, Kira Breed- Wrisley. Ele trouxe uma nova perspectiva sobre as coisas, ambientado no ano de 1995, acompanhando a história de Charlotte, ou Charlie, a filha de Henry.

Graphic Novel de Five Nights

Opa, opa, opa, mas a filha dele não morreu nos anos 80? Sim, então quem seria essa Charlotte? A jovem já é um grande spoiler do livro. O que posso dizer é que Henry chegou a tentar se matar por conta de tudo que aconteceu e, sabendo que William era o assassino, ele começou a fazer uma série de coisas para parar o inimigo, bem como Michael, aqui também odiava o pai e queria confrontá-lo. No livro, acompanhamos a história de Charlotte com 17 anos e um grupo de amigos do colégio retornando à sua cidade natal e se reunindo com amigos da infância dela que morreram pelas mãos de William. Só que ninguém sabe disso. Na história, tudo aconteceu dez anos antes, em 1985. O livro tem uma vibe de investigação, sendo o primeiro de uma trilogia que teve sua segunda parte em 2017, The Twisted Ones

The Twisted Ones

e outra em 2018, foi lançado o terceiro livro chamado “The Fourth Closet“, que aborda mais a história de Charlotte e seu pai, assim como a relação entre eles. Além disso, temos uma série chamada “Fazbear Frights“, iniciada em 2019, com até então 12 volumes escritos por Scott e outros escritores em conjunto. Esses livros abordam vários temas paralelos à série, cada um com uma média de 200 páginas. Cada livro conta três histórias diferentes, totalizando 34 contos de terror conectados ao universo, inclusive com animatrônicos novos e exclusivos dos livros. A questão de serem canônicos ou não ainda é um mistério não revelado.

The Fourth Closet

Além dos livros, temos um “Log Book” publicado em 2017, que é uma espécie de livro de diversão, contendo informações e algumas artes. Em 2017 e 2019, foram lançados os “Freddy Files“, que são guias contendo história, easter eggs, informações extras e muito mais sobre o universo dos jogos e livros. Tudo foi compilado pelo próprio Scott e é ótimo para se aprofundar e entender melhor o universo da saga. Quanto aos spin-offs, houve uma variedade de gêneros.


Five Nights at Freddy’s World

Em janeiro de 2016, tivemos o “Five Nights World“, um RPG de turno que trazia uma abordagem bastante diferente. Os jogadores exploravam um mundo aberto controlando Fred, mas tinham à disposição cerca de 40 personagens para escolher. Durante a campanha, era possível coletar personagens em diferentes biomas, enfrentar diversos inimigos e até mesmo chefes. Os personagens tinham ataques referentes a eles e era possível evoluir de nível. O jogo também incluía elementos de estratégia, como bancos de status negativos. Tratava-se de uma experiência completa e gratuita, com a campanha principal podendo chegar a 13 horas de duração e umas quarenta para completar 100% do jogo. No lançamento, enfrentou alguns problemas de utilização e bugs, algo que Scott se desculpou e disse ter se apressado demais no lançamento. Com o tempo, os problemas foram corrigidos.


Five Nights at Freddy’s: Sister Location

Em outubro de 2016, chegou “Sister Location“, que trouxe algumas novidades. Ambientado nos anos 80, em 1985 e 1986, o jogo introduziu dubladores e uma trilha sonora mais elaborada. Além disso, apresentou uma nova mecânica de gameplay. O jogo começa de forma intrigante, com um homem entrevistando William, e ouvimos a voz dele pela primeira vez. Essa entrevista é sobre uma tal Circus Baby. Em seguida, assumimos o protagonista, Michael, que está em busca de pistas e instruções deixadas pelo pai. Essas pistas o levam a se tornar um funcionário da Circus Baby Entertainment, uma nova instalação subterrânea vizinha à Freddy Fazbear’s Pizza. Essa instalação é, na verdade, de propriedade de William e focada em uma nova linha de animatrônicos para festas infantis, embora, na verdade, esses animatrônicos fossem destinados a sequestrar crianças. William criou essa nova linha de modelos, além das versões dos clássicos, para desempenhar diferentes papéis, como distração, sequestro e extração de crianças. Entre essas criações está Circus Baby, um animatrônico em forma de garotinha que se torna o rosto da marca. Ela possui uma garra de metal em seu interior para puxar crianças para dentro e, infelizmente, ela acaba matando a filha de William, Elizabeth.

Circus Baby

Outra companhia que William havia aberto, a Circus Baby’s Pizza World, faliu e ele transferiu o animatrônico da Circus Baby para essa nova instalação subterrânea, junto com os outros animatrônicos feitos por ele. Assim, ele faz com que Michael se torne um empregado e tente resgatar sua irmã. Mas, claro, tudo não passa de uma armadilha. No primeiro dia de trabalho, somos recebidos por HandUnit, uma espécie de substituto do cara do telefone, que nos dá instruções sobre o que fazer no local em caso de problemas. O objetivo de Michael é investigar o que está acontecendo, mas ele se vê envolvido em algo muito maior. Os animatrônicos estão mais vivos do que nunca e desejam sair dali. William continua usando os animatrônicos para armazenar os corpos de crianças mortas e eles pedem ajuda a Michael. A história nos leva a um confronto emocionante e a escolhas difíceis para Michael. Descobrimos que Circus Baby, sua irmã, bolou um plano para escapar da instalação ao fundir o exoesqueleto de Circus Baby com outros animatrônicos, formando assim um super animatrônico. Há diferentes finais com cenas diferentes, que fornecem esclarecimentos sobre diversos pontos. Um deles responde uma dúvida referente a outro jogo: Five Nights 3.

No terceiro jogo, que se passa em 2023, temos o protagonista sem nome. Esse jogo seria um dos últimos cronologicamente. Nele, ocorrem eventos que se passam em 2023. Portanto, como diabos William ainda está na ativa e como Michael está lá? Bom, aqui vão alguns pequenos spoilers. Nos minigames, vemos William quebrando os animatrônicos pouco a pouco, em alguma tentativa de se livrar das provas ou coisa do tipo. Ao final de tudo, os espíritos das crianças saem dos animatrônicos e cercam William. Com medo, ele entra em um animatrônico Spring Lock, aquele coelho. No entanto, devido a um erro no mecanismo, a fantasia acaba o matando. Lembra que comentei que existem três possíveis finais, dependendo de como você completa os minigames na ordem em que aparecem as cabeças? Então, o final em que as cabeças estão acesas revela que as crianças finalmente estão descansando.

Agora, em Five Nights 2, que se passa em 1987, e o primeiro em 1993, Michael vai atrás do pai, procurando pistas e querendo confrontá-lo. Nos minigames que ocorrem pouco depois de Five Nights 1, William supostamente morreu, mas ele fez experimentos com Springtrap e, de alguma forma, sobreviveu. O que ficou preso dentro da Springtrap foi o que o manteve vivo. Assim, ele invadiu o prédio no terceiro jogo, sendo o único animatrônico que pode te matar. De acordo com as palavras do próprio Scott, ele tem seus ossos crescendo de novo e uma aparência meio zumbificada, apodrecendo e fedendo como um zumbi. Por isso, ele é representado pela figura roxa do Purple Guy. A mesma figura roxa passou para Michael em Sister Location, quando os super animatrônicos se apoderaram dele. Um dos finais mostra que Michael deixa seu corpo, que não estava mais aguentando, e apodreceu até o limite. No entanto, mais uma vez, ele não morreu. Isso explicaria como ambos, William e Michael, ainda estão vivos, mas em estado de decomposição, em um embate de pai e filho. Claro, isso sem contar com o enredo do outro lado da história, que envolve os livros. Além disso, há um jogo que ainda não comentei. A campanha pode ser finalizada em até duas horas na primeira jogatina, e pode levar três ou quatro horas, pois ele tem um foco maior no enredo e em contar as coisas ao jogador de forma oficial. Agora, tirando um pouco as interpretações, sabem por quê tem teoria na internet, todo mundo sobrecarregado e confuso, todo mundo tem uma verdade sobre o jogo? Dessa vez, nos movimentamos em uma série de salas pela instalação, cumprindo objetivos. Além disso, há minigames escondidos que aparecem em momentos aleatórios e contam partes da história. Os JumpScare, esses elementos temporais continuam presentes, caso você não faça as coisas corretamente. O jogo é bem escuro e faz um ótimo uso das luzes e dos locais certos, como os dutos e os vidros. “Sister Location” foi um sucesso entre os fãs, embora a crítica ainda não tenha pegado leve com os jogos e continue falando mal.


Freddy Fazbear Pizzeria Simulat

Em 2017, tivemos mais uma spin-off, o “Pizzeria Simulator“, que é um dos últimos cronologicamente na linha do tempo da história. Ele é uma mistura de várias coisas e se inicia logo após os eventos do “Five Nights 3”. O embate entre William e Michael não acabou, mesmo após Michael ter colocado fogo no local. Tanto ele quanto o pai sobreviveram. Aqui, quem assume o papel de protagonista é Michael, embora não haja uma confirmação oficial sobre isso. Ele chegou a essa pizzaria de uma forma desconhecida e se candidatou para o emprego. No entanto, há alguém por trás de tudo isso, e esse alguém é ninguém menos que Henry, que tinha desaparecido da história e agora reapareceu. Como mencionei antes, ele elaborou um plano para dedicar sua vida a acabar com William. Esse jogo todo é parte do seu plano, e Michael, com o mesmo propósito, se une a ele, mesmo que indiretamente.

O jogo começa com um minigame no qual controlamos Freddy alimentando crianças. Logo depois, acontecem blitz propositais, e as coisas começam a acontecer. Veremos três tipos diferentes de gameplay: um no simulador de negócios da pizzaria, onde temos um dinheiro para gastar e podemos comprar novos animatrônicos, aceitar patrocinadores, adquirir novos itens de decoração, e muito mais; outro no PC, onde realizamos algumas tarefas para manter o restaurante funcionando. Nessa parte, precisamos lidar com os animatrônicos que tentam nos atacar pela esquerda e direita através dos dutos de ventilação. Usamos a lanterna para afastá-los ou utilizamos o som e outros dispositivos do PC. Por último, há uma espécie de entrevista em uma sala escura com alguns animatrônicos, uma fita cassete rolando com Henry narrando várias coisas e fazendo estímulos e estudos sobre os animatrônicos. Ele vai contando a Michael aos poucos tudo que está acontecendo ali e qual é o plano, que na verdade era criar essa pizzaria como uma distração ou isca para atrair todos os outros animatrônicos possuídos, inclusive William, que agora é chamado de “Scraptrap”, completamente queimado e em péssimo estado, com seus esqueletos e órgãos à mostra.

Scraptrap, visual zumbi

A gameplay é peculiar e pode demorar um pouco para se acostumar. Dentro dessa simulação de negócios, temos vários minigames diferentes ao estilo Atari, cada um com pequenos pedaços da história que remetem ao passado dos antagonistas e protagonistas. O jogo se passa em poucos dias, culminando em uma grande festa que acontecerá no sábado, e como administrador, é nossa responsabilidade garantir que tudo dê certo. Existem cinco finais diferentes dependendo das suas ações, e ao conseguir o final completo, tudo é fechado e entendido da melhor forma, nas palavras do próprio Henry. Teria sido um final fantástico para a franquia. O jogo conta com uma trilha sonora bastante atmosférica, ao mesmo tempo com músicas alegres e cativantes nos momentos certos. Essa mistura funciona bem com uma dublagem excelente. Completar o “Pizzeria Simulator” pode levar cerca de três horas. Apesar de ser um jogo estranho, ele conquistou os fãs e, pela primeira vez, recebeu boas notas da crítica de maneira geral.


Ultimate Custom Night

Em julho de 2000, o “Custom Night” era um compilado que reunia 50 personagens dos jogos anteriores e incorporava as mecânicas de todos eles, como eu expliquei antes, o como Custom ela aberto quando zerava o game, que também liberava um modo de “Noite Customizada” que desbloqueávamos ao completar certos desafios e objetivos. E o melhor de tudo, era gratuito para jogar.

A história do jogo tem um spin-off interessante. Existem diálogos e algumas mortes que implicam fatos relacionados a William, com falas dos animatrônicos e até dos espíritos, sugerindo que tudo ocorre em algum tipo de pesadelo ou purgatório.

Five Nights at Freddy’s: Help Wanted

Em maio de 2019, uma nova adição à franquia, Help Wanted surgiu na forma de um jogo, proporcionando uma experiência muito aguardada pelos fãs há bastante tempo. Este jogo foi desenvolvido por um estúdio terceirizado em parceria com a renomada empresa chamada Steel Wood Studios. Embora não tenha dirigido o jogo, trabalhou mais como designer e na concepção da história.

A narrativa começa logo após os eventos de Pizzaria Simulator e Five Nights at Freddy’s 3. O jogo se inicia no escritório, evocando uma nostalgia dos tempos antigos. É então que ocorre um momento de fan-service: o telefonema que recebemos é exatamente o mesmo do segundo jogo, recriando a mesma conversa.

A história do jogo é intrigante. Após décadas de reputação negativa e uma série de eventos desagradáveis para a Fazbear Entertainment, a empresa decide tentar reverter essa situação. No entanto, em vez de criar uma nova atração de terror, eles optam por uma abordagem diferente. A Fazbear Entertainment contrata uma desenvolvedora de jogos especializada em franquias indies relacionadas a Fazbear.

A missão era criar uma experiência de realidade virtual baseada nas lendárias histórias que cercam a empresa. Caixas contendo partes dos animatrônicos foram enviadas para a equipe de desenvolvimento, criando uma sensação de realismo durante o processo de escaneamento e criação do jogo. No entanto, essa abordagem acabou desencadeando uma entidade maligna, uma manifestação de William na forma de um vírus.

O jogo apresenta uma série de fitas cassete que foram encontradas por uma funcionária. Elas narram a história de um funcionário chamado Jeremy, não o mesmo do passado, que testou a realidade virtual e ficou completamente perturbado. Essa experiência culminou em uma ação judicial contra a empresa. Diante desses eventos, a equipe decidiu encerrar o desenvolvimento do jogo e passar o projeto para outra equipe na esperança de criar algo novo.

Antes que pudessem agir, o vírus de William, agora conhecido como “Glitchtrap“, já havia se espalhado por tudo. Uma funcionária, que estava tentando remover o vírus, não teve sucesso a tempo. Em uma tentativa desesperada, ela inseriu 16 fitas no jogo como uma forma de conter William e fornecer informações para os próximos que assumissem o projeto.

Assim, temos a protagonista inserida no jogo como uma coelha, lutando contra William e tentando pôr um fim a essa ameaça. A campanha do jogo é uma imersão gigantesca em mini-games, cada um ambientado nos diferentes jogos da franquia, todos recriados e remodelados em um ambiente 3D, com cenários únicos.

O jogo oferece uma experiência bastante suave, embora haja momentos em que a continuidade da narrativa pode parecer desnecessária após certos eventos. A trilha sonora é excepcionalmente boa, criando uma atmosfera envolvente, e os gráficos são impressionantes. O jogo também recebeu uma DLC de Halloween, trazendo novos cenários, mini-games e personagens icônicos de outros jogos da franquia.


Five Nighst at Freddy’s: Special Delivery

Isso nos traz até o último lançamento até então, o “Special Delivery“, lançado em 2019 para celulares. Ele tem uma vibe meio Pokémon Go, funcionando no mesmo estilo com realidade aumentada. Você tem um mapa da sua localização e vai encontrando animatrônicos na sua casa ou na rua, enviados por uma companhia. Você tem que derrotá-los usando lanterna, choque ou salvá-los. Dessa forma, você os adiciona à sua coleção e pode enviar animatrônicos, inimigos ou amigos, para a casa dos seus amigos na vida real.

Na história, o jogo foi desenvolvido pela mesma produtora da “Help Wanted” que estava fazendo o jogo em realidade virtual. E, ao mesmo tempo, parte da história está fragmentada em e-mails que recebemos e todo tipo de texto que encontramos. Fica entendido que uma mulher chamada Ness, que possivelmente é a mesma do “FNaF VR: Help Wanted”, está sob controle de William e está enviando os animatrônicos para a casa das pessoas e funcionários, espalhando seu vírus.

O jogo é free-to-play e recebe constantes atualizações, com novas skins, animatrônicos e conteúdo em geral. Ele promete se conectar bem com o futuro lançamento da franquia, que será o último jogo de Scott, que se aposentou e vai passar a franquia para alguém escolhido por ele para cuidar de tudo.

Algumas menções honrosas ( ou nem tanto) pra dois Spinoff e um filme:

Um deles, em 2019, foi chamado de “Freddy in Space 2”. Apesar de não ter um enredo canônico, seria uma sequência do “FNaF World”, um jogo de plataforma 2D com alguns elementos de metroidvania, onde controlamos os personagens em versões astronautas. Eles têm que salvar seus amigos em um jogo divertido, bem feitinho e que novamente dá um ar diferente para a franquia, atraindo novos jogadores.

O segundo spin-off foi lançado em abril deste ano, 2021, e se chama “Freddy’s Fight Night“. É um jogo no estilo de “Street of Rage” que eu já fiz isso aqui pessoalmente para vocês. Ele é uma paródia até com o seu nome, e nele avançamos por cenários derrotando inimigos e assumindo os personagens da franquia. Eles têm aparências mais robustas e estilosas, com direito a chefes e músicas retrô. Podemos pular, defender, atacar e pegar alguns ambientes que os personagens vão coletando itens dropados de inimigos para recuperar HP e tais.

Uma curiosidade: em 2021, tivemos um filme chamado “Willy’s Wonderland“, com o amado/odiado Nicolas Cage. O filme trata de um personagem misterioso que sofre um pequeno acidente na estrada e, para pagar o mecânico, precisa fazer serviços em troca em um parque chamado Willy’s Wonderland, que possui animatrônicos assombrados e macabros. Com apenas cinco milhões de orçamento, o filme rendeu 445 milhões de lucro. É interessante notar que os produtores do filme não firmaram inspiração alguma em “Five Nights at Freddy’s”. Mas se você curte “Five Nights”, dá uma conferida, vai valer a pena. Eu mesmo não curto esse filme haha’


E aí? O que achou da nossa Saga Five Nights at Freddy’s? Você já tinha jogado? Conhecia a história? Deixe o seu comentário, vamos adorar ler. Um Abraço!

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