Review Like a Dragon: Infinite Wealth

Publicado por Renan Hernane em

Review Like a Dragon: Infinite Wealth

Like a Dragon: Infinite Wealth corrigiu algumas coisas e fez com que a experiência fosse melhor que seu antecessor principal. A transformação de Like A Dragon em uma série de RPG é bastante evidente. Abandonaram aquela abordagem de brigas ao estilo Shenmue, optando por um sistema de batalha baseado em turnos, ágil e descontraído. Com combos rápidos e golpes temporizados, as lutas mantêm a essência caótica e emocionante do combate clássico de Yakuza. Os ataques inimigos podem ser enfraquecidos com bloqueios precisos, mas as animações imprevisíveis dos inimigos tornam isso um desafio.

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Apesar dos elementos leves de ação, a dificuldade padrão não requer muitos reflexos, mantendo a sensação familiar do conhecido combate clássico da franquia Yakuza.

Sistema de batalha

O sistema de batalha de Like a Dragon: Infinite Wealth mantém semelhanças fundamentais com o jogo anterior (Like a Dragon 7), mas agora oferece um controle mais suave, permitindo reposicionar os personagens antes de atacar. Os ataques surpresa fora de turno dos inimigos foram eliminados, proporcionando mais controle. A possibilidade de reposicionar os personagens antes do ataque resulta em combates mais estratégicos, onde é possível alinhar ângulos e derrotar vários inimigos de uma só vez.

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Mesmo sendo direto, a variedade de personagens e inimigos adiciona cor ao jogo. Ichiban imagina os adversários de maneira peculiar, transformando brigões de rua em estereótipos malucos de desenhos animados. Na movimentada cidade de Honolulu, no Havaí, trabalhadores portuários se transformam em piratas, aspirantes a rappers se inspiram na banda KISS e guardas de segurança se tornam exércitos robóticos.

Enredo

Ichiban agora lidera uma equipe diversificada, incluindo Chitose, uma herdeira rica com habilidades de balé, e Eric Tomizawa, um taxista misterioso que usa ferramentas mecânicas e outros improvisos. A cidade havaiana abre possibilidades para o JRPG e consegue superar o que vimos em Yokohama. No entanto, a luta é apenas o pano de fundo; a grande cereja do bolo de qualquer jogo da franquia Yakuza (Like A Dragon) é a narrativa. Em “Infinite Wealth”, a história se desenrola em uma escala maior e mais estranha, às vezes caindo sob o peso de sua própria ambição. A trama se desenrola alguns anos após a última aventura do protagonista, levando à dissolução das duas maiores organizações Yakuza do país. Agora, em um emprego de escritório, Ichiban ajuda ex-yakuza a se reintegrarem à sociedade.

Numa reviravolta, Ichiban voa para o Havaí após uma desastrosa primeira menção, um encontro com uma VTuber polêmica e a possibilidade de sua mãe ainda estar viva. A história também destaca o conhecido herói original da série Yakuza, Kazuma Kiryu, roubando a cena sempre que aparece. Enquanto Ichiban promove a amizade, Kiryu acumula desafetos e dramas ao longo dos anos de complicadas desventuras nas ruas. Kazuma, agora um “coroa” experiente, enfrenta o câncer e seus fantasmas do passado, enquanto Ichiban vive aventuras mais fantasiosas. O jogo entrelaça as duas histórias, proporcionando emoções intensas, num ritmo cheio de desafios.

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Em uma narrativa emocionalmente poderosa, Kiryu lida com um diagnóstico tardio de câncer e conta com a ajuda de amigos para cumprir sua lista de desejos. Enquanto isso, Ichiban surge em aventuras mais fantasiosas em Honolulu, enfrentando desafios únicos. A trama une Kazuma e Kasuga em Honolulu, mas logo os separa, apresentando histórias mais alinhadas com cada herói. Ichiban percorre as ensolaradas ruas do Havaí, enquanto Kiryu retorna a Yokohama e Kamurocho, no Japão. O jogo oscila entre essas duas linhas narrativas totalmente divergentes.

A trama, embora empolgante, apresenta momentos desafiadores, alternando entre finais dramáticos para cada um dos protagonistas. Jogar horas para concluir uma história e iniciar outra pode ser cansativo. O ideal é jogar Like a Dragon: Infinite Wealth por semanas ou meses para evitar isso. Os três centros urbanos oferecem uma variedade de distrações, incluindo um divertido mini jogo de entrega de comida inspirado em Crazy Taxi, além de clássicos como shogi, poker, mahjong e dardos. O retorno do karaokê, com um Kiryu emocionando novamente ao interpretar a música ”Baka Mitai”, é uma experiência imperdível.

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Enquanto as histórias paralelas arrancam risadas e emoções, Kiryu atinge os fãs antigos ao confrontar amigos já envelhecidos e refletir sobre um mundo que mudou. Já Ichiban, que está em busca de sua mãe, proporciona momentos emocionantes e situações engraçadas, sendo um alívio cômico em contraste com a trama pesada. É possível explorar várias cidades, incluindo o Brasil, enquanto enfrenta combates. Outros destaques ficam por conta da Dondoko Island, local inspirado em Animal Crossing, que traz muitos momentos divertidos e tranquilos, além de ser um refúgio financeiro. Além disso, tem a Sujimon League, inspirada em Pokémon, que oferece uma experiência mais simples.

Muita coisa para se fazer em Infinite Wealth

Com mais de 60 horas para a história principal e 100 para poder completar, o mundo de Like a Dragon: Infinite Wealth é gigantesco, e dependendo de cada jogador, a aventura pode levar meses para ser completada, mas esse tempo pode ser menor se você for um fã apaixonado pela franquia desde o primeiro jogo. Confesso que a mudança no estilo de batalha me incomodou muito no jogo anterior (Like a Dragon 7), mas a trama, sempre envolvente, mais uma vez ganhou meu coração e isso acabou ficando em segundo plano.

Like a Dragon: Infinite Wealth: Infinite Wealth corrigiu algumas coisas e fez com que a experiência fosse melhor, então, posso dizer que essa preocupação já não me deixa mais chateado. Se você gosta de JRPG e não se importa em levar séculos para terminar, Like a Dragon: Infinite Wealth foi feito para você. Renan Hernane

8
von 10
2024-02-19T09:42:21-0300

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About Author


Renan Hernane

Pai do Oliver. Editor-chefe da Passe o Controle e analista de mídia.

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