Review: Resident Evil Requiem

Publicado por Vinicius Miranda em

Resident Evil Requiem finalmente chegou, depois de anos de hype, rumores e especulações. O jogo que promete ser o ápice da saga, além da comemoração de 30 anos da franquia Resident Evil. Mas ele é tudo isso que o povo já está falando que é? Vamos ver aqui.

Uma trama cheia de mistérios

Resident Evil Requiem tem dois protagonistas: a novata Grace Ashcroft e o veterano Leon S. Kennedy. A trama começa com casos de mortes misteriosas acontecendo em regiões diferentes dos Estados Unidos. E a única coisa que todas as vítimas tinham em comum era que eles eram todos sobreviventes de Raccoon City. Quando uma nova vítima foi identificada, o FBI decide enviar Grace Ashcroft para investigar. Porém, o local da morte aconteceu no Hotel Wrenwood, onde a mãe de Grace, Alyssa Ashcroft, morreu 8 anos antes. Grace vai pra lá, e isso acaba sendo o início de um novo pesadelo.

Ao mesmo tempo, Leon também estava investigando esse caso. Isso porque ele também estava sofrendo com a infecção misteriosa. Sua busca por entender toda essa situação acabaria levando ele ao encalço de Victor Gideon, um ex-pesquisador da Umbrella. E nisso, ele também cruzando caminho com Grace, passando a querer entender também o que Victor e seus associados querem com a garota.

A trama é muito bem construída e elaborada, trazendo de volta elementos importantes de jogos passados e amarrando certas pontas, até então, soltas. A história se divide em, basicamente, 3 arcos. O primeiro arco se passaria em Wrenwood e no centro médico de Rhode Hill, e teria um foco maior em Grace. O segundo se passaria nas ruínas de Raccoon City, tendo um foco maior em Leon. E o terceiro, seria o encerramento da trama. Apesar disso, o protagonismo de Grace e Leon é bem dividido.

Apesar disso, a trama do jogo trás muitos elementos que, a princípio, parecem que serão continuados em continuações. Há plots aqui que não são devidamente desenvolvidos, muito menos encerrados. Ou seja, a impressão é que dá é que a Capcom está começando uma nova saga aqui. O início de algo para ser melhor construído em futuras continuações.

Um equilíbrio entre clássico e moderno

Resident Evil Requiem – Divulgação / Capcom

Os produtores do game disseram que jogar Resident Evil Requiem seria como ter dois jogos em um. E eles não estavam mentindo. É bem nítida a diferença de gameplay entre Grace e Leon, mesmo se tratando do mesmo jogo.

Com Grace, temos uma experiência mais próxima dos jogos clássicos e de Resident Evil 7. Ou seja, muito backtracking, itens e munição escassa, pouco espaço no inventário, muitos puzzles e até mesmo a volta do baú para estocarmos itens. Fora que aqui temos um foco maior no terror.

Com o Leon, o jogo vira uma evolução natural do Resident Evil 4 Remake. Muito mais ação, uma dinâmica mais linear e um sistema de compra e aprimoramento de itens e equipamentos. Em determinado trecho do jogo, temos elementos que lembram um pouco Resident Evil Village, com uma espécie de “semimundo aberto” onde temos alguns objetivos a cumprir, mas podemos definir a ordem que iremos cumpri-los.

Essa característica do jogo fez muitos temerem que estejamos diante de um “novo Resident Evil 6”. Caso não saibam ou não lembrem, a proposta de Resident Evil 6 era, na época, agradar tanto o público que gostava de ação e de terror, com campanhas que deveriam ser focadas em ação e outras focadas em horror com sobrevivência. Porém, o jogo falhou em trazer uma mistura harmoniosa desses gêneros. Felizmente, Resident Evil Requiem soube trazer essa harmonia. Apesar dessas diferenças de gameplay, o jogo consegue se manter coerente e as diferenças não são tão discrepantes.

Outra característica interessante é a diferença de câmera. Assim como a versão definitiva de Resident Evil Village, aqui podemos escolher entre primeira e terceira pessoa. Porém, diferente do seu antecessor, onde a escolha deve ser feita antes de começar a campanha e não há possibilidade de alterar depois, aqui não apenas podemos alterar as câmeras quando quisermos, como podemos configurar a câmera individual de cada personagem. Ou seja, se quisermos, podemos jogar em primeira pessoa com a Grace e em terceira pessoa com o Leon, por exemplo. Ou vice-versa. Ou então jogar com os dois em uma determinada câmera. E caso quisermos, podemos mudar isso durante o jogo a qualquer momento. Inclusive, a recomendação da própria Capcom é que joguemos em primeira pessoa com a Grace e em terceira pessoa com o Leon. Dessa forma, poderemos ficar mais imersos tanto no terror como na ação, segundo a empresa. Mas no final, é questão de gosto pessoal e preferência de cada jogador.

RE Engine mais linda do que nunca

Resident Evil Requiem – Divulgação / Capcom

Partindo agora para os gráficos, estamos diante do Resident Evil mais bonito e detalhado de todos. A RE Engine está linda e, arrisco dizer, no seu talo. Talvez não dê pra melhorar mais que isso, o que justificaria a eventual mudança prometida para a nova REX Engine. Os modelos de personagens e inimigos está mega detalhado. Os cenários estão sensacionais. Detalhes de luz e sombra e iluminação voltam a ser essenciais aqui, provavelmente herança de Resident Evil 2 Remake, onde isso também era algo essencial.

Um detalhe que vale darmos é, claro, Raccoon City. É muito interessante ver o cenário da cidade destruída. E quando chegamos na RPD, é um charme a mais podemos revisitar esse cenário, porém, em ruínas. Com certeza vai chover vídeos de comparação na internet.

Apesar disso, existem certos elementos que parecem reciclados de jogos anteriores. Há uma boss fight muito parecida com um dos jogos passados, além de alguns inimigos. Apesar disso ser algo que notável e que pode ser considerado negativo, não é algo que estrague a experiência.

O melhor de todos os Resident Evil?

Resident Evil Requiem – Divulgação / Capcom

Resident Evil Requiem, com certeza, é um jogo memorável. Algo digno de se comemorar os 30 anos de uma franquia tão consagrada.

O jogo é uma homenagem à saga iniciada em 1996 em todos os sentidos. Temos uma lore bem construída e amarrada de uma forma que não vemos há anos na franquia. E que ao mesmo tempo deixa mistérios e pontas soltas pro futuro. Temos o retorno de mecânicas consagradas, e ao mesmo tempo que evolui outras. Fora as diversas referências.

Resident Evil Requiem trouxe o frescor que não temos desde 2017 com Resident Evil 7. E diferente daquela época, dessa vez o frescor vem com rostos conhecidos acompanhados de rostos novos. É uma verdadeira carta de amor à franquia Resident Evil.


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