Review | Diablo II: Resurrected – Reign of the Warlock

Publicado por Renan Corsi em

Review | Diablo II: Resurrected - Reign of the Warlock

Quando a Blizzard anunciou Reign of the Warlock, a expectativa era grande: a primeira nova classe em mais de 25 anos para Diablo II. O Bruxo (Warlock) representa, sem dúvida, um marco histórico para a franquia e um ponto de interesse natural para veteranos e curiosos.

Uma classe que respira identidade

Concebido como um conjurador demoníaco que manipula forças proibidas para subjugar inimigos, o Bruxo tem um estilo de jogo que se destaca por versatilidade e risco x recompensa. A essência da classe está nas três árvores de habilidades principais — vínculo demoníaco, armas sobrenaturais e artes do caos — que permitem desde invocações de aliados temporários até feitiços de caos devastadores.

Diablo II: Resurrected – Reign of the Warlock (Blizzard)

O sistema de Bind Demon (aprisionar demônios) e Blood Oath (transferência de dano) virou assunto quente entre jogadores, tanto por sua originalidade quanto por seu potencial surpreendente em builds defensivas e ofensivas. Alguns setups já mostraram que, com certa combinação de habilidades e equipamentos, o Bruxo pode praticamente absorver dano enquanto seus aliados demoníacos suportam a batalha principal — o que levou a discussões intensas sobre balanceamento.

Mecânica e novos conteúdos

Além da classe em si, Reign of the Warlock adiciona melhorias de qualidade de vida pedidas há tempos pela comunidade, como filtro de saque interno, abas de baú expandidas e o novo sistema de Crônica que registra conquistas e progres­são ao longo da jornada.

Diablo II: Resurrected – Reign of the Warlock (Blizzard)

No final de jogo, o encontro com os Ancestrais Colossais e as Zonas de Terror atualizadas são destaques que reforçam o conteúdo adicional da expansão, oferecendo desafios que vão além do simples “subir de nível”.

Debate da comunidade e metas

Apesar do forte impacto inicial, a recepção entre jogadores é mista. Há quem considere o Bruxo divertido, profundo e inovador, ampliando a longevidade de Diablo II: Resurrected para veteranos. Outros, porém, argumentam que a classe está, neste momento, mal balanceada e excessivamente poderosa, especialmente em builds que transformam o Bruxo em um “tanque demoníaco” quase inquebrável — algo que pode desequilibrar o meta tradicional do jogo.

Pessoalmente, vejo o Bruxo como um respiro de novidade necessário: ele não apenas altera a forma como o jogo é jogado, mas também acende as discussões e a comunidade em torno de Diablo II — algo que não acontecia com tanta intensidade há anos.

Ainda assim, a crítica de que Reign of the Warlock poderia ter trazido mais conteúdo de exploração (como um novo ato ou narrativa adicional) tem peso. Focar apenas em uma classe nova e ajustes menores pode satisfazer os fãs hardcore, mas talvez não seja suficiente para reacender o interesse de jogadores casuais ou de longo prazo que esperavam algo mais expansivo.

Vale a pena?

Diablo II: Resurrected – Reign of the Warlock (Blizzard)

Reign of the Warlock é, acima de tudo, uma celebração da história de Diablo II e o Bruxo cumpre sua missão de ser um novo eixo de experimentação e meta dentro do jogo. Ele já tem builds criativos, sinergias complexas e promete redefinir a experiência de late game.

Mas, como toda grande mudança, vem com controvérsias:
✔️ Inovador: primeira classe nova em décadas e cheia de possibilidades.
✔️ Profundo: recompensa a experimentação e pensamento tático.
⚠️ Balanceamento em debate: alguns aspectos podem precisar de ajustes para não dominar demais o meta.
⚠️ Conteúdo narrativo limitado: falta um novo ato ou história que justifique ainda mais o retorno ao jogo.

No conjunto, Reign of the Warlock é um capítulo indispensável para qualquer fã de Diablo II, especialmente se você curte quando design e liberdade de build se encontram. E mesmo com as ressalvas, eu diria que o Bruxo não é apenas um acréscimo — ele é uma oportunidade de revisitar Sanctuary sob uma perspectiva genuinamente nova.


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