Pragmata – Review

Pragmata (Capcom)
O que exatamente a Capcom estava preparando com Pragmata? Talvez essa seja a primeira pergunta que venha na cabeça depois de finalmente vermos mais do jogo em ação. Desde o primeiro anúncio, Pragmata sempre carregou aquele ar misterioso e diferente, algo que chamava atenção mesmo sem mostrar muito e que me deixou curioso para conhecer essa nova empreitada. E agora, depois de vivenciar com mais detalhes, dá pra dizer que é um dos melhores projetos que a capcom fez saindo da sua zona de conforto.
História
Pragmata aposta muito no mistério e na curiosidade do jogador. O mundo apresentado consegue passar uma sensação constante de isolamento, enquanto os personagens principais parecem carregar muito mais do que o jogo mostra à primeira vista. A relação entre Diana e Hugh acaba sendo um dos pontos mais interessantes e mais cativantes, misturando momentos mais calmos com situações tensas e inesperadas. Tudo possui aquele clima futurista, mas com uma identidade própria que deixa você querendo entender mais sobre aquele universo e quais mistérios estão por ser desvendados.
Gameplay
Na gameplay, Pragmata aparenta trazer uma mistura interessante de ação, estratégia e exploração. O combate parece mais dinâmico do que muitos esperavam inicialmente, exigindo uma movimentação constante, além de utilizar habilidades de hackeamento de Diana durante os confrontos. Essa mescla entre as habilidades de tiro e movimentação de Hugh com os hackeamentos de Diana no começo parecem causar um estranhamento, mas a medida que a gameplay avança a sensação é muito boa e prazerosa fazendo com que toda essa mecânica soe natural na gameplay.
Os ambientes também demonstram bastante variedade, trazendo cenários futuristas muito bonitos visualmente e com uma atmosfera pesada em certos momentos. Além disso, o jogo parece incentivar bastante a exploração e descoberta, algo que pode deixar a experiência ainda mais interessante conforme avançamos na campanha, descobrindo mais da sua história conforme encontramos arquivos e itens de melhoria e habilidades que podem gerar diferentes tipos de “build” não algo complexo como em um souls, ou em jogos de rpg mas sim consiguimos criar variedades de gameplay com diversos tipos de chip de melhorias e armas.
Trilha sonora
Mesmo com pouco mostrado e não sendo tão presente, a trilha sonora já consegue combinar muito bem com a proposta do jogo. O clima melancólico e misterioso encaixa perfeitamente nos cenários e ajuda bastante na imersão. Pragmata passa aquela sensação de ser uma experiência cinematográfica, e o áudio parece caminhar exatamente nessa direção, ele não é o maior destaque mas está lá quando precisa.
Pragmata: No final, diria que toda a espera por Pragmata valeu a pena. A Capcom conseguiu transformar toda a curiosidade e mistério em algo que realmente chama atenção, entregando uma experiência que parece ter muita personalidade própria. Claro, talvez ainda não seja um jogo que agrade todo mundo logo de cara, principalmente por sua proposta diferente e gameplay que no começo aparenta não fazer muito sentido, mas é justamente isso que faz Pragmata se destacar. Sem dúvidas, o jogo tem potencial para conquistar muitos novos fãs e se tornar uma das experiências mais marcantes dessa nova fase da Capcom. Pragmata já está disponível em PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2 – Paulo Reis
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