Assassin’s Creed: Tudo sobre a franquia “galinha de ovos de ouro” da Ubisoft

Assassin’s Creed é, indiscutivelmente, a maior franquia atual da Ubisoft. Com mais de 15 jogos, uma lore densa que se expandiu pra várias mídias, e uma ótima exploração de contextos históricos reais misturados com ficção, essa franquia é uma das mais conhecidas e importantes do mercado de games atual. Vamos fazer um levantamento geral de toda a saga Assassin’s Creed nesse artigo.
PRINCE OF PERSIA: ASSASSINS
A ideia toda começou com uma proposta de spin-off pra franquia Prince of Persia. Na época do auge da saga, o diretor criativo de Prince of Persia: The Sands of Time, Patrice Désilets, teve a ideia de um spin-off focado não no Príncipe, mas em um grupo especial que serviria ao Príncipe. Esse grupo seria baseado em uma sociedade secreta da vida real fundada pelo missionário Hassan-i-Sabbah. A ideia era um game mais ou menos mundo aberto com foco na furtividade, onde controlaríamos membros desse grupo de assassinos numa missão de resgatar o sequestrado Príncipe.

Era uma ideia interessante, porém ela foi rejeitada pela Ubisoft. O motivo da rejeição foi justamente essa ideia de focar nos guarda-costas do Príncipe, e não no Príncipe em si. Porém, mesmo que a ideia tenha sido rejeitada para a franquia Prince of Persia, ela foi considerada boa demais pra ser completamente descartada. Assim, o projeto foi retrabalhado. Dessa forma, Prince of Persia: Assassins se tornou Assassin’s Creed.
ASSASSIN’S CREED
Em 2007, saiu de fato o primeiro Assassin’s Creed. E é nesse game que boa parte do lore principal da saga é estabelecido. Nesse game, conhecemos Desmond Miles, um homem que vive nos tempos atuais e que foi sequestrado por uma empresa chamada Abstergo. Lá, ele é obrigado a usar uma máquina chamada Animus para reviver as memórias de um dos seus antepassados. No caso, o membro da Irmandade dos Assassinos que viveu no século 12 chamado Altair Ibn-La’Ahad.
Nisso, a narrativa alterna entre o presente e o passado. No presente, Desmond tenta descobrir o que está acontecendo e porque ele foi sequestrado. No passado, Altair começa uma jornada em busca de redenção na Irmandade depois de um grave erro que cometeu. Pra compensar os seus erros, ele deve matar alguns alvos pertencentes aos maiores inimigos da Irmandade, a Ordem dos Templários.
O game foi revolucionário pra época. Com gráficos e movimentação dos personagens consideradas realistas. Na gameplay, controlamos ambos o Desmond e o Altair. Com o Desmond, nossa gameplay é limitada, onde apenas andamos pelo cenário de laboratório, dormimos, conversamos com os poucos personagens e interagimos com o computador.
Já com o Altair é outra história. Enquanto controlamos Altair, podemos explorar 3 cidades do Oriente Médio, que seriam Jerusalem, Acre e Damascus, além da sede da Irmandade que fica em Masyaf. Cada cidade tem suas sidequests e missões principais, que geralmente envolve identificar um alvo e matá-lo.

A gameplay incentiva bastante o stealth e a exploração do mapa. De longe um dos principais elementos que consagrou a franquia Assassin’s Cred foi o parkour (algo que a franquia herdou de Prince of Persia e aperfeiçoou). Enquanto controlamos Altair, podemos escalar praticamente qualquer prédio do mapa e explorar a cidade de cima.
Outro sistema de gameplay que se tornaria característica da franquia é a sincronização. No caso, subimos em pontos altos das cidades, especificados no mapa, e uma vez lá, podemos sincronizar, o que seria basicamente mapear o local, identificando assim itens, segredos e missões que antes não podíamos ver.
Junto disso, temos também o Salto de Fé, outro elemento característico da saga que é simplesmente pular de locais extremamente altos, caindo em fenos ou coisas parecidas que (teoricamente) amortecem a queda. Fora isso, também temos a Visão de Águia, um sistema onde a visão do personagem muda, nos permitindo assim localizar inimigos, itens e outros pontos importantes. Essa mecânica seria melhorada ao longo dos jogos seguintes.
Na parte de stealth, podemos realizar assassinatos furtivos usando a Lâmina Oculta (outra marca registrada da franquia), além de nos esconder na multidão, seja sentando em bancos de praça ou andando no meio de monges. Na parte de combate, é possível enfrentar diversos inimigos de uma vez, tendo movimentos precisos de ataque, defesa e contra-ataque. Sempre que os inimigos nos encontram, um tipo de nível de procurado é incorporado, e precisamos nos esconder para que os inimigos deixem de nos procurar. Existem pontos específicos do mapa onde podemos nos esconder dos inimigos.
O primeiro Assassin’s Creed foi o game que estruturou praticamente tudo o que a saga iria seguir a partir daí. Desde o sistema de gameplay, a estrutura narrativa, tipos de missões. E claro, a característica de cada jogo se passar em uma época diferente. No caso desse, na época da Terceira Cruzada. Os gráficos hoje em dia são considerados datados, e muitos fãs pedem um remake desse game. Inclusive, esse é, até o momento, o único jogo antigo da saga a não receber nenhum tipo de remaster ou port para as plataformas mais atuais, exceto o PC.
Assassin’s Creed foi lançado em 2007 para PS3 e Xbox 360, e em 2008 para PC, podendo ser adquirido através de plataformas como Steam e a própria Ubisoft Connect. Ele também ganhou uma versão 2D para celulares Java.
ASSASSIN’S CREED II
Com o sucesso do primeiro jogo, é claro que a sequência já estava em andamento. E dois anos depois, Assassin’s Creed II saiu. Nessa história, Desmond consegue escapar da Abstergo com a ajuda de uma aliada. Juntos eles se encontram com membros da Irmandade dos Assassinos dos tempos modernos. Eles conseguiram criar a sua própria versão de Animus, então Desmond a utiliza pra reviver as memórias de outro antepassado. Dessa vez seria Ezio Auditore da Firenze, um assassino da época da Itália Renascentista. Tudo em busca dos chamados Pedaços do Éden, além de usar o Efeito Sangramento para que Desmond aprenda as habilidades dos seus ancestrais e se torne, ele próprio, um assassino de ponta. Vivenciando as memórias de Ezio, acompanhamos a vida dele até ele se tornar um exímio membro da Irmandade dos Assassinos.
O game é, em todos os sentidos, uma evolução natural do seu antecessor. Gráficos melhorados, mecânicas aperfeiçoadas, acréscimos bem vindos, movimentação e combate mais refinados, mapas mais extensos, e por aí vai. Como dito, o cenário do Oriente Médio do século 11 foi trocado pela Itália do século 16. Com essa mudança de ambientação, toda a estética dos cenários, figurinos e armas mudaram completamente. E seria aqui que teríamos o estabelecimento de que cada jogo de Assassin’s Creed se passaria em locais e épocas diferentes (salvo algumas exceções).

No quesito gameplay, houveram muitas evoluções. Ezio possui uma variação maior de movimentos que Altair. Existem mais opções de armas, é possível comprar equipamentos e customizá-los. Também é possível adquirir armas que os inimigos deixam pra trás, além de trocar as roupas do personagem. O stealth também está mais variado, com a opção de usar a multidão para distrair os guardas, por exemplo. A variedade de missões também ficou maior. Já quando controlamos Desmond nos tempos modernos, a única diferença do jogo anterior é que temos mais pessoas para interagir.
Esse também foi o primeiro game da saga a receber DLCs, chamadas Battle of Forli e Bonfire of Vanities, que expandem a história.
Assassin’s Creed II foi lançado em 2009 para PS3 e Xbox 360. Em 2010 ele saiu também para PC. Em 2016, ele ganhou uma versão remasterizada para PS4 e Xbox One, como parte da Assassin’s Creed: The Ezio Collection. Essa versão também foi lançada em 2022 pro Nintendo Switch.
ASSASSIN’S CREED: BROTHERHOOD
A sequência de Assassin’s Creed II não ganhou o número 3, talvez pelo fato de continuar a história de Ezio, ao invés de embarcar em outra fase da história. Seria a partir daqui também que Assassin’s Creed adotou o formato anual, o que resultaria em uma evolução tímida em termos gráficos e gameplay de um jogo pro outro. Aqui, na busca por mais pistas das Peças do Éden, Desmond continua usando o Animus pra reviver a vida de Ezio Auditore. Depois dos eventos do jogo anterior, a Irmandade dos Assassinos da Itália Renascentista agora têm um novo inimigo pra enfrentar: Cezare Bórgia.
O novo jogo se passa em Roma, um mapa bem maior que os anteriores com mais variedade de sidequests. A gameplay evoluiu mais uma vez, mantendo o esqueleto dos jogos passados. No combate, por exemplo, é possível usar uma arma em cada mão. Existem mais opções de armas, variedade de stealth e trajes pro Ezio. É possível carregar também veneno na Lâmina Oculta, entre outros itens. Mas de longe a maior novidade desse título é a possibilidade de recrutar pessoas para a Irmandade, mandando elas pra missões e até comandando elas durante a aventura.

Outra grande novidade aqui é o modo multiplayer. Nesse modo, os jogadores assumem o papel de Templários. As partidas consistem em localizar outros jogadores e matá-los, tudo mantendo o stealth. O modo foi bastante popular e continuou nos jogos seguintes.
Brotherhood ainda ganhou duas DLCs contendo novas missões tanto para a campanha como para o multiplayer.
Assassin’s Creed: Brotherhood foi lançado em 2010 para PS3 e Xbox 360. Em 2011 ele saiu também para PC. Em 2016, ele ganhou uma versão remasterizada para PS4 e Xbox One, como parte da Assassin’s Creed: The Ezio Collection. Essa versão também foi lançada em 2022 pro Nintendo Switch.
ASSASSIN’S CREED: REVELATIONS
Finalizando a chamada “Trilogia Ezio” temos Revelations, que como título mesmo indica, veio para dar algumas respostas sobre mistérios envolvendo alguns eventos da franquia. Depois dos eventos finais de Brotherhood, Desmond acabou entrando em coma, com sua consciência presa dentro do Animus. Para poder despertar, ele deve sincronizar completamente as suas memórias com as do Ezio. Sendo assim, ele novamente volta a reviver a vida de seu antepassado. Ezio, por sua vez, agora estava em busca de saber mais sobre as origens da Irmandade dos Assassinos, e para isso ele começa a buscar pela história perdida de Altair.
De longe o maior chamativo desse game é justamente a possibilidade de jogarmos tanto com Ezio como com Altair. De forma majoritária, controlamos Ezio, que agora está em Constantinopla ao lado dos Assassinos Bizantinos. Em termos de gameplay, pouca coisa foi acrescentada. Uma das maiores novidades é a Hook Blade, uma Lâmina Oculta que permite ataques diferenciados, além de usar como tirolesa em algumas partes dos cenários. Mini games de defesa de terreno dos assassinos também foram incorporados, substituindo a possibilidade de tomar as torres dos Templários nos jogos anteriores.
Ao mesmo tempo, com o Ezio podemos coletar memórias do Altair. E ao fazer isso, nós passamos a reviver as memórias do próprio Altair depois dos eventos do primeiro game, descobrindo assim o que aconteceu com ele. A gameplay do Altair é relativamente igual à do Ezio, porém mais limitada por conta dos equipamentos diferentes e trechos mais scriptados.

Já com o Desmond, o maior diferencial aqui é que podemos explorar o ambiente virtual do Animus. E conforme vamos avançando na história de Ezio e Altair, vamos liberando fragmentos de dados que vão liberando segredos sobre o passado da franquia.
O modo multiplayer também voltou, trazendo basicamente o mesmo esquema do jogo anterior, porém com mais opções de customização, mais variedade de personagens, armas e cenários, além de modos de jogo aprimorados. O game também ganhou DLCs incluindo novos mapas e itens para o multiplayer, além de uma nova missão pra campanha.
Assassin’s Creed: Revelations foi lançado em 2011 para PS3, Xbox 360 e PC. Em 2016, ele ganhou uma versão remasterizada para PS4 e Xbox One, como parte da Assassin’s Creed: The Ezio Collection. Essa versão também foi lançada em 2022 pro Nintendo Switch.
ASSASSIN’S CREED III
Com o fim da Trilogia Ezio, veio finalmente o Assassin’s Creed III. Depois de se libertar do Animus, Desmond e seus companheiros agora buscam evitar o fim do mundo. E para isso, eles precisam adentrar em uma câmara da primeira civilização. E para descobrir aonde está a chave pra essa câmara, Desmond precisa entrar novamente no Animus e reviver a vida de mais um ancestral. Dessa vez, o indígena americano conhecido como Connor Kenway.
Dessa vez saímos do ambiente europeu e fomos para a América do Norte durante o Século 18, mais especificamente as Guerras Revolucionárias e a Guerra dos Sete Anos. Acompanhamos a vida de Connor, desde o seu nascimento até depois que ele se torna um Assassino. Por conta da mudança de época e ambientação, temos um cenário bem mais diferenciado aqui. Por ser os Estados Unidos na época das colônias, temos cidades mais simples e bastante floresta. Além de armas de fogo pela primeira vez.
A parte de combate está praticamente igual, porém, com novas variedades de armas, incluindo machadinhas e arco e flecha. Os movimentos de Connor também são bem diferenciados em comparação a Altair e Ezio. Existe mais variações de sidequests, com direito à volta das dominações de torres. O modo multiplayer também voltou, sendo uma melhoria dos jogos anteriores.

A maior novidade em termos de gameplay provavelmente é o sistema de navegação e batalha naval. Em determinadas partes do jogo, é possível navegar como o capitão de um navio, além de combater outros navios. Esse sistema se tornaria tão popular, que retornaria em vários títulos posteriores.
Nos tempos modernos, as coisas foram expandidas também. Agora controlamos Desmond em mais de um cenário, com objetivos que avançam na história e não só se baseia em explorar a base em busca de segredos. As missões com Desmond, porém, são mais limitadas e lineares, não abrindo muita brecha pra exploração e customização do personagem.
Esse game também receberia DLCs. Chamada de Tyranny of King Washington, essa seria a primeira DLC a, de fato, expandir a história, e não apenas adicionar novas missões e conteúdo pro multiplayer.
Assassin’s Creed III saiu em 2012 para PS3, Xbox 360, Wii U e PC. Em 2019 ele ainda ganhou uma versão remasterizada, sendo lançada para PS4, Xbox One, Nintendo Switch e PC. Ele também ganhou uma versão 2D para celulares Java. Esse game também foi o primeiro a ganhar dublagem e legenda em PT-BR, algo que se tornaria padrão na franquia a partir daí.
ASSASSIN’S CREED IV: BLACK FLAG
O quarto jogo numerado da saga veio com a intenção de explorar a novidade que mais chamou a atenção no jogo anterior: as batalhas navais. Depois do final de Assassin’s Creed III, a Abstergo desenvolveu uma nova versão do Animus, onde agora qualquer um pode reviver as memórias de qualquer pessoa, desde que o material genético dos descendentes sejam usados. Com isso, eles criaram a Abstergo Entertainment para começar a usar o entretenimento para recrutar novas pessoas pra causa Templária. Um novo funcionário da Abstergo é contratado com o objetivo de reviver as memórias de Edward Kenway, avô de Connor e outro ancestral de Desmond, com o propósito, a princípio, de produzir um novo game para a Abstergo Entertainment.
Edward, por sua vez, foi um pirata que atuou durante a Era de Ouro da Pirataria. Porém, seu caminho acabou acidentalmente se cruzando com a de um membro da Irmandade dos Assassinos, começando assim a sua aventura.
Como dito, o maior diferencial desse game em comparação ao anterior é a maior exploração do sistema de navegação e batalhas navais. Agora o mapa é o mar e as ilhas do Caribe. Então o maior foco é justamente a navegação. Podemos customizar nosso navio e tripulação, fortalecendo ele para as batalhas a seguir. O mapa possui uma grande variação de ilhas, além de navios afundados, abrangendo a exploração também para em baixo d’água.

Nas ilhas, a gameplay é basicamente a mesma dos jogos anteriores, com stealth e combate, variação de armas e outros equipamentos pro Edward, além das missões de infiltração e sidequests de maneira geral. O modo multiplayer também voltou, sendo mais uma vez um aprimoramento do que veio antes, além de adaptado pra nova ambientação.
Nos tempos modernos, tivemos talvez a maior mudança. Ao invés de controlarmos Desmond, controlamos um novo personagem sem nome, em uma gameplay em primeira pessoa onde apenas exploramos certas áreas do prédio da Abstergo Entertainment. Por conta dessa mudança, esses trechos dos dias modernos perderam força e o apelo dos fãs. E a partir daí, esse núcleo da franquia ficaria cada vez menos relevante.
Assassin’s Creed IV: Black Flag foi o primeiro game crossgen da franquia, tendo sido lançado em 2013 para PS3, Xbox 360, Wii U, PS4, Xbox One e PC. Em 2019, ele também foi lançado para o Nintendo Switch. Ele foi considerado um jogo revolucionário, e o sistema de navegação que ele aperfeiçoou voltaria a ser usado em jogos posteriores. Além disso, a popularidade e gameplay desse jogo inspirou o desenvolvimento do game Skull & Bones. Porém, esse jogo sofreu com diversos problemas e, em seu lançamento foi considerado um fracasso total. O verdadeiro legado de Black Flag acabou sendo o seu próprio remake, Black Flag Resynced, lançado em 2026.
ASSASSIN’S CREED: ROGUE
O ano de 2014 foi um ano curioso para a Ubisoft. Isso porque a empresa decidiu ousar e lançar dois jogos principais da saga Assassin’s Creed no mesmo ano. E NO MESMO DIA. Vamos começar com Assassin’s Creed: Rogue, que foi lançado com a intenção de ser a despedida da franquia da 7ª geração de consoles.
Em Rogue, voltamos a controlar um funcionário da Abstergo Entertainment. É identificado arquivos corrompidos nas memórias genéticas de Shay Patrick Cormac, o que pode significar que os Assassinos dos tempos modernos estavam atacando o prédio da empresa. Sendo assim, o nosso personagem deve explorar as memórias de Shay para tentar encontrar a corrupção e desfazer ela. Shay seria um Assassino da época da Guerra dos Sete Anos, vivendo entre os eventos de Black Flag e Assassin’s Creed III. Porém, uma série de eventos faz Shay questionar certas decisões da Irmandade, até que um acontecimento catastrófico foi o estopim para que Shay decidisse trair os Assassinos e se juntar à Ordem Templária.
Sim, nesse game nós controlamos um ex-Assassino que se tornou um Templário. E graças a isso, temos acesso a novos equipamentos fora os típicos de personagens da saga, como lança granadas e outras armas com um teor mais militar. Mas tirando isso, os elementos que encontramos em Rogue são basicamente os mesmos dos dois jogos anteriores. As navegações e batalhas navais retornaram, embora em um escopo menor do que em Black Flag. Ao mesmo tempo, revisitamos cenários de Assassin’s Creed III, além de outras locações dos Estados Unidos daquela época. Já nos tempos modernos, a gameplay é exatamente a mesma de Black Flag.

Em termos gerais, Rogue inova pouco, trazendo o mesmo motor gráfico e até mesmo alguns cenários e missões recicladas. Porém, essa mistura acaba resultando em algo original. Juntanto isso com a boa história e os personagens carismáticos, e Rogue se tornou o favorito de muitos jogadores. Fora que sua história trouxe pela primeira vez um lado mais antagônico dos Assassinos, mostrando que nem tudo é preto no branco.
Assassin’s Creed: Rogue foi lançado em 2014 para PS3 e Xbox 360, e em 2015 para PC. Em 2018, ele ganhou uma remasterização lançada para PS4 e Xbox One, com melhorias gráficas e incluindo todos os conteúdos extras lançados com o passar do tempo em sua versão original. Essa versão também foi lançada em 2019 pro Nintendo Switch.
ASSASSIN’S CREED: UNITY
Como dito, o ano de 2014 foi palco do lançamento de 2 jogos principais da saga. O primeiro foi Rogue, e o segundo, lançado no exato mesmo dia, foi o Unity. Enquanto Rogue foi feito com a proposta de ser a despedida da 7ª geração, o Unity foi o primeiro da saga 100% dedicado à 8ª geração de consoles.
Nesse game, a Abstergo Entertainment usa o seu console chamado Helix, pra contar os eventos históricos sob o ponto de vista dos Templários, assim denegrindo a imagem dos Assassinos. Ao mesmo tempo, os Assassinos modernos conseguem hackear o aparelho e usar eles para recrutar novos membros. Um desses novos membros passaria a reviver as memórias do Assassino francês Arno Dorian como uma forma de inicialização à causa. Arno foi um Assassino que viveu durante a Revolução Francesa, sendo introduzido aos dogmas da Irmandade, enquanto acaba lidando com o fato da mulher que ele ama, Élise de la Serre, era uma Templária.
Por conta da mudança de geração, Unity foi o primeiro salto técnico e gráfico da franquia praticamente desde Assassin’s Creed II. O mapa está maior, a quantidade de NPCs em tela também. A movimentação também foi aprimorada, principalmente no parkour e na escalada. A Visão de Águia também foi melhorada, com o Arno podendo localizar ainda mais elementos interativos. O mapa possui uma enorme quantidade de áreas internas também, as quais podemos entrar mesmo fora de missões. O mapa de Unity foi considerado uma recriação perfeita da Paris daquela época. Tanto é que o jogo é usado até mesmo para fins educativos em escolas. A fidelidade desse mapa é tanta, que a Notre Dame desse jogo foi usada como molde para a reconstrução da catedral na vida real, depois de um incêndio que ocorreu em 2019.
Nos combate, tivemos uma reformulada. Agora existe um sistema de evolução que nos permite ir adquirindo novas habilidades com o passar da jogatina. Fora que o próprio combate em si mudou, sendo um pouco menos automático que nos jogos anteriores, o que também aumenta um pouco mais a dificuldade na hora de lutar.

Fora do Animus, pela primeira vez não controlamos nenhum personagem no sentido de exploração de cenários. Porém, podemos navegar pelo que seria a interface do Helix, onde é possível encontrar segredos e curiosidades. E conforme vamos fazendo sidequests e encontrando segredos enquanto controlamos Arno, podemos encontrar glitchs no Animus que nos permite ter vislumbres de outras épocas, como por exemplo a Segunda Guerra Mundial.
O modo multiplayer também retornou, porém, de forma diferente. Ao invés de ser um multiplayer competitivo, Unity foca no co-op. Jogadores se unem para realizarem missões juntos, exigindo assim mais estratégia e cooperação.
Apesar de tudo, infelizmente Assassin’s Creed Unity foi polêmico em seu lançamento. Com diversos bugs sendo relatados, com direito a consoles crachando por conta dos diversos erros do jogo. Unity chegou a ser considerado injogável por muitas pessoas. Com o tempo, a Ubisoft conseguiu consertar esses erros com patchs de atualização. Mas a imagem do game acabou sendo manchada entre os jogadores. Não apenas do game, mas a imagem da franquia começou a ser prejudicada. Afinal, o formato anual da saga começou a dar sinais de cansaço, e quando a franquia decidiu mudar com o Unity, sofreu diversos contratempos. E muitos associaram isso com a obrigatoriedade de ter sempre um novo jogo da franquia todos os anos. Fora que, nesse caso, foram 2 jogos lançados simultaneamente. A própria Ubisoft começou a perder um pouco de prestígio nesse ponto, já que além desse caso de Assassin’s Creed, também teve o lançamento de Watch Dogs, que prometeu muito e foi bem aquém do esperado. Enfim, tudo indicava que mudanças precisavam ser feitas.
Assassin’s Creed: Unity foi lançado em 2014 pra PS4, Xbox One e PC. Ele também ganhou uma DLC chamada Dead Kings, que expandiu a sua história. Inclusive sendo lançada gratuitamente como forma de compensar os defeitos do jogo em seu lançamento.
ASSASSIN’S CREED: SYNDICATE
Depois do fiasco inicial que foi Assassin’s Creed: Unity, a Ubisoft tentou se redimir trazendo Assassin’s Creed: Syndicate, ainda utilizando o formato anual.
Nessa história, os Assassinos dos tempos modernos decidem usar o Animus para tentar localizar uma Peça do Eden que estava em Londres. Para isso, o novo recruta terá que reviver as memórias de 2 irmãos gêmeos, Jacob e Evie Frye, que viveram em Londres durante a Revolução Industrial. Nessa época, os Irmãos Frye lutam para libertar Londres do controle dos Templários. E para isso, além dos métodos tradicionais dos Assassinos, eles terão que recorrer às boas e velhas gangues de Londres.
Pela primeira vez na franquia, controlamos 2 protagonistas praticamente ao mesmo tempo. Ao contrário de Revelations, por exemplo, onde controlamos majoritariamente Ezio, enquanto o Altair era controlado apenas em momentos pontuais, em Syndicate podemos alternar entre Jacob e Evie praticamente a qualquer momento, com apenas algumas missões sendo exclusivas de cada personagem. Apesar de serem dois personagens diferentes, eles compartilham a mesma árvore de habilidades e evolução. O que quer dizer que eles evoluem juntos. Apesar disso, cada um tem um estilo de gameplay diferente. Geralmente Jacob é mais voltado ao combate, enquanto Evie é mais dedicada ao stealth.
No geral, Syndicate é uma evolução tímida do Unity. A gameplay está mais fluida e os combates estão mais dinâmicos. Foi incluída a opção de dirigir carroças, e usar elas em missões como de sequestro, por exemplo. O sistema de evolução, equipamentos e armas continuam praticamente os mesmos do Unity, assim como a gameplay fora do Animus. Uma das maiores novidades desse game é o sistema de gangues. O sistema de recrutamento do Brotherhood retornou, porém ao invés de recrutar membros pra Irmandade, nós recrutamos membros para a gangue comandada pelos Irmãos Frye. Com a gangue, podemos iniciar guerras de gangues para conquistar territórios na cidade.

Por conta dos intensos bugs do Unity, a Ubisoft deu uma reduzida em algumas coisas no Syndicate. Sacrificaram a quantidade de prédios com o interior acessível, e a quantidade de NPC nas ruas também foi reduzida. Em compensação, o mapa é maior que o game anterior. Isso reduziu consideravelmente os bugs, apesar de não ter isentado Syndicate de alguns. O modo multiplayer co-op também não retornou.
Syndicate também recebeu diversas DLCs incluindo armas, equipamentos e missões adicionais. Mas de longe a que mais chama a atenção é DLC Jack the Ripper, que expande a história consideravelmente e traz até mesmo mecânicas próprias.
Apesar de Syndicate ter mostrado que a Ubisoft aprendeu com os erros do Unity, ele acabou ficando na sombra do seu antecessor, resultando nele sendo um dos jogos que menos chamaram a atenção da franquia. Sua recepção morna foi o alerta final da Ubisoft de que a franquia definitivamente precisava de uma renovação. E como resultado, o formato de lançamento anual foi abandonado (pelo menos nessa época). A franquia entraria numa nova fase a partir do seu próximo lançamento.
Assassin’s Creed: Syndicate foi lançado em 2015 para PS4, Xbox One e PC.
ASSASSIN’S CREED: ORIGINS
Pela primeira vez desde o Assassin’s Creed II, a franquia abandonou o formato anual. Com um intervalo maior de 2 anos entre seus lançamentos, a Ubisoft conseguiu renovar a franquia, começando uma nova fase que, pelo menos nesse início, agradaria bastante os jogadores. Em Assassin’s Creed: Origins, a saga se renova tanto em história como em gameplay.
Nos tempos modernos, Layla Hassan é a nova protagonista, sendo uma pesquisadora da Abstergo que está usando uma nova versão do Animus para poder procurar uma Peça do Eden no Egito. E para isso, ela revive as vidas passadas do casal Bayek e Aya, principalmente Bayek. Vivendo na época do Egito Antigo, Bayek era um Medjay (uma espécie de policial). Porém, quando um culto conhecido como Ordem dos Anciões surge em sua cidade natal, Siwa, em busca de adentrar em uma câmara da Antiga Civilização, o resultado disso foi a morte do filho de Bayek e Aya pelas mãos dessas pessoas. A partir daí, o casal parte numa jornada de vingança, caçando os membros da Ordem dos Anciões que estavam controlando o Egito. E isso os coloca no meio de uma guerra civil envolvendo Cleopatra e o Faraó Ptolemeu XIII.
Origins foi outro grande salto na franquia. Não apenas os gráficos ganharam um upgrade em comparação ao Syndicate, como também a sua gameplay foi ampliada de forma monumental. Assassin’s Creed, a partir desse título, abraçou completamente os elementos de RPG. Não apenas foi incluído sistema de level, como também uma vasta variedade de itens e equipamentos que vamos adquirindo, craftando e equipando no Bayek, fortalecendo o personagem conforme vamos avançando na aventura. Isso também reflete nas batalhas. O sistema de combate foi completamente alterado, partindo pra um sistema mais padronizado de jogos de RPG. Os inimigos também possuem level, o que significa que, caso queira enfrentar um inimigo com um level maior que o seu personagem, a dificuldade também será maior.
Como todo bom RPG ocidental moderno, Origins apresenta um mapa vasto. Assassin’s Creed sempre foi mundo aberto. Porém, o seu mundo aberto era bem condensado, geralmente se limitando a uma cidade grande ou várias pequenas. Porém, Origins ampliou isso, apresentando um mapa gigantesco, com uma variedade extremamente grande de ambientes para se explorar, desde cidades, desertos, florestas, pântanos, templos, ruínas, e por aí vai. E claro, em um mapa tão grande, uma enorme variedade de segredos, easter eggs e sidequests podem ser encontradas enquanto nos aventuramos pelo Egito Antigo de Assassin’s Creed.
Porém, mesmo com essa mudança relativamente radical, ainda há elementos que consagram a franquia Assassin’s Creed. Origins ainda preza pelo parkour e stealth. A Visão de Águia também está aqui, e com novidades. Ao invés de alterarmos a visão do nosso personagem, a partir de Origins, a Visão de Águia se tornou exatamente isso, visões de águia. Nós literalmente passamos a controlar uma ave que acompanha o nosso personagem, que sobrevoa o cenário, podendo assim localizar inimigos, armadilhas e outros elementos próximos, como fazíamos nos jogos anteriores.

Como dito, controlamos o Bayek na maior parte do tempo. Porém, existem trechos específicos em que controlamos Aya. Inclusive, em alguns desses trechos, a mecânica de batalha naval retorna, mesmo que de forma mais tímida. Fora isso, nos trechos dos tempos modernos, controlamos Layla também. Apesar de ser interessante voltarmos a explorar os tempos modernos, são poucas coisas que podemos fazer ali, fora explorar o cenário e conferir o computador. Porém, o computador de Layla tem uns arquivos interessantes que, inclusive, estabelecem ligações com outros títulos como o filme live action de Assassin’s Creed e até mesmo Watch Dogs.
Origins chama muita atenção pela sua história. Pois como o nome do jogo mesmo indica, esse game explora as origens da Irmandade dos Assassinos, que nessa época é chamada de Ocultos. Isso seria algo a ser explorado em futuros jogos da saga. O game também ganhou DLCs, que trouxeram novos itens, consertos de bugs e expansão da história. Fora isso, Origins seria o primeiro game da saga a abordar mitologias, o que dentro do lore de Assassin’s Creed, é tratado como os seres da Antiga Civilização sob os olhos das pessoas normais. O game também traz microtransações, que apesar de não ser bem visto pela grande maioria dos jogadores, é algo completamente cosmético e opcional.
Damos destaque para um modo inédito chamado Discovery Tour. Esse modo tem como proposta ensinar às pessoas os acontecimentos reais da época retratada no game em questão. No caso aqui, o Egito Antigo da época de Cleópatra. No modo Discovery Tour, podemos explorar o mapa como fazemos na campanha principal, porém podendo saber mais sobre as figuras, locais e acontecimentos históricos daquela época. Um modo extremamente interessante e educativo, que é usado até mesmo em instituições de ensino e aulas de história.
Assassin’s Creed Origins foi a renovação que a franquia precisava naquela época. Uma grande guinada no sentido de evolução, enquanto não perdia a sua essencia. Hoje em dia, Origins se tornou o game da franquia favorito de muitos jogadores.
Foi lançado em 2017 para PS4, Xbox One e PC. Na época ele também tinha sido lançado para Google Stadia, porém hoje em dia essa plataforma está descontinuada.
ASSASSIN’S CREED: ODYSSEY
Apesar de ter alegado abandonar o formato de games anuais, a Ubisoft surpreendeu a todos ao anunciar Assassin’s Creed: Odyssey, que seria lançado apenas um ano depois do Origins. O game continua a trajetória de Layla nos tempos modernos, enquanto explora um período ainda mais antigo da história.
Depois dos eventos de Origins, Layla foi traída pela Ordem dos Templários e se juntou aos Assassinos. E com eles, ela continua a pesquisar sobre a Antiga Civilização, o que a levou a voltar ao Animus e reviver as memórias genéticas dos irmãos Kassandra e Alexios, que eram espartanos que viveram na Grécia Antiga, na época da Guerra do Peloponeso.
Odyssey foi uma evolução natural do Origins em termos gráficos e de gameplay. A princípio, a maior novidade aqui é que, pela primeira vez, podemos escolher o personagem que controlaremos na aventura: Kassandra ou Alexios. A escolha é meramente estética, pois a história é a mesma para ambos os personagens. Inclusive, ambos estão na história independente de qualquer coisa, porém seus papéis serão trocados de acordo com quem você escolher controlar.
O sistema de level e progresso são basicamente os mesmos do jogo anterior, assim como a movimentação dos personagens. Porém, tudo de uma forma mais aprimorada e com mais recursos disponíveis. O mapa agora está bem mais extenso e variado, por se passar na Grécia Antiga. O sistema de navegação e batalhas navais também voltou, com direito a você poder customizar seu navio e recrutar membros pra sua tripulação. Outra novidade é o sistema de escolhas. Agora, ao longo da história, haverão opções de diálogo, que dependendo do que você escolher, pode levar a história para caminhos diferentes. Isso também leva a diferentes finais, dependendo das suas escolhas. Também foi incluído um sistema de romance, com personagens específicos que encontramos ao longo da aventura que podemos flertar e nos relacionar. Outra novidade são as batalhas por conquista, onde nós nos envolvemos em verdadeiras guerras bélicas entre duas facções inimigas, com o objetivo de derrotar os soldados e os generais do exército adversário. Existe também um sistema de mercenários que podemos enfrentar e eliminar para crescer no ranking, fora que eles irão nos caçar caso algum inimigo coloque uma recompensa pela sua cabeça.

Odyssey ampliou de uma forma surpreendente o que foi introduzido no Origins. Ao mesmo tempo, foi em Odyssey que os jogadores começaram a sentir uma certa crise de identidade na franquia. Pois, apesar do game levar o título da franquia Assassin’s Creed e ser importante pro lore em geral da saga, é fato que esse é um Assassin’s Creed onde não controlamos Assassinos. Kassandra e Alexios são mercenários espartanos, que viveram numa época anterior até mesmo do Origins, que é quando os Ocultos surgiram. Apesar do jogo ser bom, os jogadores começaram a questionar as escolhas da Ubisoft para com a franquia.
Fora isso, Odyssey trouxe de volta e ampliou ainda mais a exploração de elementos mitológicos, com direito a boss fights contra criaturas como Minotauro e Ciclope. E isso aumentou ainda mais nas DLCs. Odyssey ganhou diversas DLCs que ampliaram a história e até mesmo mostrou o verdadeiro final dessa aventura (algo que também foi criticado pelos jogadores). Apesar das histórias serem ótimas e estenderem a experiência do jogo, o fato de que é preciso pagar a parte pra ter acesso ao verdadeiro final do game é algo, no mínimo, questionável. Mesmo assim, as DLCs ampliam não só com novas missões, mas também com novos cenários e mais locais para explorar nos tempos modernos. O Discovery Tour também retornou, focado agora na Grécia Antiga e período retratado em Odyssey.
Assassin’s Creed Odyssey agradou muito como um RPG, mas nem tanto como um Assassin’s Creed. É um ótimo jogo e é EXTREMAMENTE massivo de tão grande que é em conteúdo e mapa, principalmente se incluir as DLCs. Mas não deixa de ser uma experiência única jogá-lo.
Foi lançado em 2018 para PS4, Xbox One, Nintendo Switch e PC. Assim como o Origins, ele também foi lançado pro Google Stadia, mas foi descontinuado.
ASSASSIN’S CREED: VALHALLA
Depois do lançamento de Odyssey, a Ubisoft voltou ao novo método de levar cerca de 2 anos para sair o próximo título. E assim, veio Assassin’s Creed Valhalla.
Depois dos eventos de Odyssey, Layla foi transferida para uma nova célula dos Assassinos modernos, formada por veteranos da franquia que trabalharam com Desmond. Aparentemente sinais de um novo cataclisma estão surgindo. E a busca por impedir isso leva os Assassinos para os restos mortais de uma guerreira viking. Usando o Animus, Layla revive as memórias da viking em busca de encontrar uma solução pra esse problema. A viking em questão seria Eivor Varinsdottir, que viveu durante o século 9, época da Unificação da Noruega e da Idade das Trevas da Inglaterra. Eivor e o clã de Vikings o qual fazia parte acabam deixando a Noruega e se estabelecendo na Inglaterra. E na busca por aliados e prestígio, os Vikings do Clã do Corvo acabariam se envolvendo na batalha entre os Ocultos e a Ordem dos Anciões.
Assim como Odyssey foi uma evolução natural do Origins, Valhalla é uma evolução natural do Odyssey. Tendo um mapa ainda maior e mais opções do que fazer. Novamente podemos escolher o sexo do personagem. Porém, ao contrário do Odyssey, onde literalmente podemos escolher entre dois personagens diferentes, aqui nós escolhemos o mesmo personagem, tendo 3 opções distintas: optar pelo Eivor homem, pela Eivor mulher, ou deixar o Animus escolher. A escolha considerada canônica é deixar o Animus escolher, mas no final a decisão cabe ao jogador.
Em termos de gameplay, muito do que vemos em Odyssey também retornou, recebendo leves aprimoramentos, como o sistema de batalha, escolha de diálogos e evolução do personagem. A movimentação dos personagens, montaria, Visão de Águia, sistema de parkour e stealth, todos bem semelhantes aos dois jogos anteriores, porém melhorados em seus detalhes. O mapa também foi ampliado em comparação aos games anteriores, tendo inclusive mais de um mapa para explorar. A gameplay nos tempos modernos também é semelhante aos jogos passados. Os gráficos também melhoraram bastante, principalmente nos PCs e nos consoles mais modernos, visto que esse game é crossgen. Apesar disso, Valhalla apresenta alguns bugs que Odyssey não apresentou.

Dentre as novidades, está um novo sistema de administração de acampamento, onde vamos evoluindo o nosso lar conforme avançamos na história e vamos desbloqueando níveis, habilidades e recursos. O sistema de batalha naval não retornou, porém mesmo assim podemos navegar pelas águas locais em um barco viking, e recrutar membros para realizar saques pelos locais do mapa. Os elementos mitológicos, que já haviam sido ampliados em Odyssey, ganharam outra proporção em Valhalla. Isso porque, além de Eivor e da Layla, também controlamos um personagem chamado Havi em histórias ambientadas na mitologia nórdica. A aparência de Havi também depende da escolha inicial do jogador. Não demora muito para percebermos quem Havi realmente é.
Com o Valhalla, a Ubisoft manteve a postura de não voltar ao formato anual com a franquia. Porém, ao mesmo tempo, Valhalla é o game que mais ganhou DLCs na história da saga. DLCs que trouxeram cosméticos, missões e uma ampliação na história. Damos destaque, por exemplo, ao crossover com o Odyssey, onde Eivor se encontra com Kassandra. Estabelecendo, assim, Kassandra como a protagonista canônica de Odyssey. Outro destaque é a DLC Dawn of Ragnarok, focada 100% na parte mitológica, mas que decepcionou bastante os fãs. O Discovery Tour também retornou, obviamente focando nas figuras e acontecimentos históricos da época retratada nesse game. As DLCs de Valhalla, inclusive, incluem um novo personagem jogável nos tempos modernos, revelado no final da campanha principal.
Apesar disso, com o Valhalla, a franquia apresentou, mais uma vez, sinais de cansaço. A franquia, novamente, foi acusada de perder sua identidade. Não só por ser mais focado no RPG, mas também trazer mais elementos fantasiosos do que os jogos anteriores. Fora que Valhalla era o segundo jogo seguido da linha principal a não focar nos Assassinos ou nos Ocultos. A fanbase também foi dividida, com muitos fãs mais saudosistas começando a pedir por uma volta às origens, enquanto os fãs mais novos gostavam do formato atual. Mesmo assim, Valhalla foi considerado o maior sucesso de toda a franquia, algo que a própria Ubisoft considera como algo atípico e que dificilmente vai se repetir no futuro, mesmo com os futuros jogos também sendo considerados um sucesso. O motivo dessa “tempestade” que a Ubisoft chama o caso de Valhalla, muito provavelmente, foi o fato de que o jogo foi lançado em época de pandemia, onde todos ficaram em casa, o que alavancou a popularidade do jogo na época. De qualquer forma, mesmo assim a Ubisoft viu que precisava mudar mais uma vez a estrutura da franquia.
Assassin’s Creed: Valhalla saiu em 2020 para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X/S e PC. Ele também saiu para Google Stadia, porém essa versão foi descontinuada.
ASSASSIN’S CREED: MIRAGE
Assassin’s Creed Mirage foi idealizado inicialmente como uma DLC de Valhalla. Porém, conforme o desenvolvimento foi avançando, a Ubisoft decidiu torná-lo algo independente, apesar de manter a ligação em termos de trama.
Nele, os Assassinos modernos decidem usar o Animus para descobrir mais sobre o passado de Basim, personagem introduzido em Valhalla. Dessa forma, as memórias de Basim são visitadas. Acompanhamos suas origens como um ladrão de rua atuando em Bagdá cerca de 20 anos antes dos eventos envolvendo Eivor em Valhalla. Vivenciamos sua história, desde o dia que ele se torna um Oculto até ele descobrir a verdade sobre si mesmo, enquanto luta pra livrar Bagdá do controle da Ordem dos Anciões.
A proposta de Mirage é trazer uma mescla de antigo com novo. Isso porque, o game propositalmente traz um escopo menor do que vimos na última trilogia, com um mapa aberto mais contido, menos elementos de RPG, e um formato de missões mais inspirado aos jogos originais, principalmente o Assassin’s Creed 1. Elementos como escolha de diálogos e sistema de relacionamento não retornaram, e a gameplay volta a dar mais prioridade ao stealth e ao parkour, algo que acabou se perdendo principalmente em Valhalla. A Visão de Águia continua no formato atual, com o acréscimo que, dessa vez, a nossa águia companheira pode ser atingida pelo inimigo e ficar indisponível temporariamente. O sistema de equipamentos também foi reduzido, sendo mais parecido com os jogos originais. E o sistema de level também não voltou, sendo substituído por habilidades que vão sendo desbloqueadas conforme vamos realizando missões e subindo no ranking dos Ocultos.

Como dito, o mapa é bem menor que a última trilogia, mas ele ainda assim possui diversas opções de conteúdo para se fazer fora da campanha principal. Algo que também não retornou é a escolha do sexo do personagem. Controlamos apenas Basim o jogo inteiro. Mesmo porque trata-se de um personagem já estabelecido no jogo anterior. Nem mesmo gameplay nos tempos modernos esse jogo possui.
A princípio a Ubisoft declarou que não foi planejado DLCs para Mirage. Porém, em 2025, 2 anos depois do lançamento do jogo, ele recebeu a DLC Valley of Memory, trazendo um novo capítulo na história do jogo situado pouco tempo antes do seu final.
Assassin’s Creed: Mirage foi lançado em 2023 para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X/S, PC, Amazon Luna e iPhone 15 Pro.
ASSASSIN’S CREED: SHADOWS
Já faz alguns anos que os fãs da franquia pediam por um Assassin’s Creed ambientado no Japão Feudal. Afinal, essa ambientação e a temática de samurai são uma das mais populares quando falamos de períodos históricos. E a Ubisoft finalmente decidiu atender a esse desejo ao anunciar o jogo provisoriamente chamado de Codename Red. O anúncio desse título veio em um momento delicado para a Ubisoft. Em meio a polêmicas, jogos não vendendo tão bem assim e uma imagem danificada da empresa para com o público, eles decidiram recorrer à sua “galinha dos ovos de ouro”. Nisso, diversos títulos da franquia Assassin’s Creed foram anunciados, entre eles o, até então, Codename Red. Que mais tarde seria revelado como sendo Assassin’s Creed Shadows.
O jogo se passa no Japão do Século 16, durante o chamado Período Sengoku, quando diversos clãs guerreavam para unificar o Japão sob a sua bandeira. Aqui temos dois protagonistas. A ninja Naoe e o samurai africano Yasuke. Naoe faz parte do clã Iga, ninjas que eram inimigos do daimyo Nobunaga Oda, quem Yasuke servia. Depois de um ataque que devastou sua vila, Naoe tem seu pai assassinado por um grupo misterioso chamado Shinbakufu. Acreditando que Nobunaga fazia parte desse grupo, Naoe começa uma caçada que, eventualmente, revelaria uma grande conspiração e levaria Naoe e Yasuke a se aliarem contra um inimigo em comum.
Algo curioso é que, apesar de Mirage abandonar os elementos de RPG, Shadows trouxe esses mesmos elementos de volta. Aparentemente a ideia da Ubisoft era alternar entre jogos com e sem elementos de RPG. Como uma forma de agradar tanto os novos como os antigos fãs. E no caso do Shadows, esse faria parte da leva de games que teriam elementos de RPG. Como tal, o mapa gigantesco retornou, assim como as sidequests, sistema de level, árvore de habilidades, build de equipamentos e até mesmo o sistema de administração de base, herança do Valhalla. Mas tivemos um retorno às origens, já que nesse jogo, a Visão de Águia voltou a ser da mesma forma que os jogos clássicos, sem a águia voando dessa vez. O que retornou também foi o sistema de escolhas de diálogo. Mas dessa vez o jogo nos dá uma escolha de ter ou não esse sistema ativo. Isso porque Shadows tem um “modo canônico”, que basicamente nos permite jogar toda a campanha do jogo sem o sistema de escolhas. Dessa forma a narrativa segue o que a Ubisoft considera como canônico pros eventos desse jogo.
Aqui temos dois tipos de personagens jogáveis. Naoe e Yasuke. E assim como foi com Jacob e Evie Frye em Syndicate, aqui o estilo de gameplay dos dois é bastante diferente. Naoe é uma ninja, com muito mais foco em agilidade e stealth. A gameplay com ela é mais próximo dos jogos clássicos da saga. Já Yasuke é o brutamontes. Sua gameplay é focada no combate direto e força bruta. Em certas missões, é possível escolher se você vai seguir ela com a Naoe ou com o Yasuke. Fazer essa escolha alterna como você vai jogar a missão. Se quiser seguir na furtividade, deve escolher a Naoe. Se quiser sair fatiando geral, a escolha certa é o Yasuke. Fora isso, as armas e equipamentos de ambos os personagens também são distintos.
Outro diferencial do jogo é um sistema de estações do ano, onde o ambiente muda automaticamente entre as estações conforme vamos perambulando pelo mapa. Também conseguimos aliados conforme vamos fazendo certas missões, que inclusive ficam disponíveis no nosso quartel general.

Assim como Mirage, Shadows não possui gameplay fora do Animus. Porém, temos sim uma narrativa dos “dias modernos”. Nela, nós controlamos o usuário que está usando o Animus para reviver as memórias de Naoe e Yasuke. Entre as missões secundárias, encontramos missões de “fendas”, que são anomalias do Animus que precisamos resolver controlando esse usuário. E nessas missões, a lore do dia moderno é desenvolvida, envolvendo entidades misteriosas conhecidas como Guia e Águia combatendo o que parece ser uma IA da Abstergo chamada de Animus Ego. Diferente das missões de dia moderno dos jogos passados, aqui nós atuamos dentro do próprio Animus, e em alguns pontos controlamos versões simuladas da Naoe e do Yasuke também, principalmente na hora dos combates. Infelizmente, a narrativa introduzida no final de Valhalla não foi continuada nesse game, o que frustrou uma parcela dos fãs.
Junto do jogo, também teve a estreia do Animus Hub, inicialmente anunciado como Assassin’s Creed Infinity. Ele seria, basicamente, uma plataforma que reuniria todos os jogos da franquia. Se os jogos estiverem instalados no console ou PC, é possível usar o Animus Hub para alternar entre eles, como se fosse um usuário do Animus alternando entre as memórias genéticas. Ali também estão as lojas virtuais e outros elementos que desbloqueamos durante a nossa jogatina, e que é compartilhado entre os jogos mais recentes da saga.
Assassin’s Creed Shadows foi palco de uma polêmica desproporcional antes mesmo do lançamento. E o motivo disso foi a escolha de Yasuke como um dos protagonistas. O fato do co-protagonista do jogo ser africano, e não japonês, causou discussões calorosas internet à fora. E isso levou a discussões maiores, pois Yasuke, diferente de outros protagonistas, é uma figura histórica. Porém, não há muitos registros oficiais sobre ele. Por conta disso, muito se discute se ele realmente foi ou não um samurai, mesmo sendo estrangeiro. De qualquer forma, essa discussão levou a acusações do jogo seguir agenda woke, ou de abandonar uma suposta proposta de ser historicamente apurado, mesmo que essa nunca fosse a proposta da franquia. A polêmica envolvendo Yasuke foi tão grande que movimentou até mesmo órgãos governamentais do Japão a investigar se o jogo estava, de fato, respeitando a cultura e história japonesa.
Mesmo com essas polêmicas, Shadows agradou bastante os jogadores que deram uma chance. Ele não é o jogo que vai tirar a Ubisoft do vermelho, mas pelo menos foi um sucesso considerado satisfatório e pavimentou bem o caminho pro futuro da saga. O jogo também ganhou DLCs que encerrou a história do jogo e fez a ligação direta com o jogo seguinte.
Assassin’s Creed Shadows foi lançado em 2025 para PS5, Xbox Series, Nintendo Switch 2 e PC.
ASSASSIN’S CREED: BLACK FLAG RESYNCED
Como dito, mesmo sendo considerado um sucesso, Assassin’s Creed Shadows não foi o bastante para “salvar” a Ubisoft da sua atual e difícil fase. Enquanto a empresa busca se reerguer nos bastidores, a franquia Assassin’s Creed segue sendo sua maior esperança de lucro com seus lançamentos. E claro, eles decidiram optar por algo há muito tempo pedido pelos fãs: um remake de um dos jogos mais amados da franquia. Pela primeira vez, a franquia Assassin’s Creed estaria revisitando um jogo antigo em uma nova roupagem. E eles escolheram fazer isso, justamente, com Assassin’s Creed Black Flag.
Sendo um remake, a história principal de Assassin’s Creed: Black Flag Resynced é exatamente a mesma. Voltamos a encarnar Edward Kenway na sua jornada em busca de riquezas através da pirataria, enquanto ele acaba acidentalmente envolvido no conflito milenar entre Assassinos e Templários. A maior diferença aqui é que não temos mais os trechos ambientados no presente. Ou melhor, temos, mas não são os mesmos do Black Flag original. Aqui, a história dos dias modernos é uma sequência direta de Shadows. No final do jogo anterior, os usuários do Animus são transferidos das memórias de Naoe e Yasuke para as memórias de Edward, levando aos eventos desse game. Ou seja, Black Flag Resynced é um remake e uma continuação ao mesmo tempo.

Sendo um remake, Black Flag Resynced é o Black Flag refeito do completo zero. Enquanto a história e as cenas são praticamente idênticas, elas foram reconstruídas usando o atual motor gráfico da Ubisoft, o Anvill. E o resultado disso é Black Flag com um visual mais atual e belíssimo, tanto nas cenas como na gameplay. O mapa também é praticamente o mesmo, com algumas adições. O sistema de missão, progressão, assim como as navegações e batalhas navais são os mesmos do jogo original, porém aprimorado, polido e adaptado pros padrões atuais. O combate também foi atualizado, sendo uma mistura do que vemos no Black Flag original com o Shadows. Dentre as maiores diferenças aqui estão algumas missões novas que complementam a história do jogo. E claro, as missões de fenda, que como foi dito, substituem a história dos dias modernos do Black Flag original e continuam a história de Shadows. Inclusive, tendo o mesmo esquema de progressão do jogo passado.
Black Flag Resynced é um sucesso e está sendo bastante elogiado pelos jogadores. Há alguns relatos de bugs, mas são bem poucos em comparação a alguns títulos anteriores da saga. De qualquer forma, esse jogo pode ser o começo de uma nova fase da franquia, e pode ser o primeiro de uma potencial nova leva de jogos revisitando títulos antigos.
Assassin’s Creed: Black Flag Resynced foi lançado em 2026 para o PS5, Xbox Series e PC.
ASSASSIN’S CREED: JADE
Como já foi dito, a Ubisoft entrou em uma fase difícil de maneira geral. E para sair dessa fase, ela meio que decidiu apostar tudo na franquia Assassin’s Creed. Diversos jogos foram anunciados simultaneamente, como o já citado Shadows e o Infinity que se tornaria o Animus Hub. E entre esses anúncios também estava Assassin’s Creed: Jade.
Apesar de ainda não ter saído, Jade se destaca por ser o primeiro game da linha principal a sair para Mobile. Ao mesmo tempo, esse game está apresentando uma qualidade que disputa com games de consoles e PC. A história vai focar na aprendiz do guerreiro chinês Wei Yun, que inclusive é aliado de Kassandra. Esse game parece ser mais voltado para o RPG, porém em um escopo menor devido à sua plataforma. O personagem será customizável, porém tendo a mesma história independente de qualquer coisa. O game vai se passar na China Antiga, mais especificamente na época da Dinastia Qin.

Por enquanto, Assassin’s Creed: Jade não tem previsão de lançamento. Seu Beta Fechado foi realizado em 2023. Ele, pelo menos a princípio, é exclusivo de iOS e Android. O jogo sumiu de uns anos pra cá, mas a Ubisoft já veio à público e garantiu que o jogo ainda está em desenvolvimento.
ASSASSIN’S CREED: CODENAME HEXE
Outro game com título provisório. Esse game provavelmente será o próximo lançamento da franquia, e vai se passar na Europa, durante o período da caça às bruxas no Império Romano. Tirando isso, tudo o que foi dito até o momento sobre este título é que ele não trará de volta os elementos de RPG, mantendo a ideia de que certos jogos vão ser lançados como RPG, como foi o caso de Shadows, e outros não.
OUTROS GAMES
Como toda franquia longa, Assassin’s Creed possui MUITOS SPIN-OFFs. Alguns que até mesmo expandem a história da saga, outros trazendo apenas experiências alternativas de gameplay. Vamos conhecê-los:
Assassin’s Creed: Altair’s Chronicles é um game 2.5D sidescrolling onde controlamos o Altair em uma história anterior à do primeiro jogo. Foi lançado em 2008 pro Nintendo DS, sendo posteriormente lançado para várias plataformas Mobile.
Assassin’s Creed: Bloodlines é outro game protagonizado por Altair. Dessa vez trazendo um enredo posterior ao primeiro jogo, e relativamente importante. A gameplay também é mais condizente com os jogos principais da época. Foi lançado em 2009 pro PSP.
Assassin’s Creed II: Discovery traz o Ezio numa campanha que se passa durante os eventos do Assassin’s Creed II, em uma gameplay parecida com o Altair’s Chronicles. Foi lançado em 2009 pro Nintendo DS, e posteriormente para iOS.
Assassin’s Creed: Project Legacy é um game feito para Browser, com uma gameplay diferenciada focada em textos, administração dos Assassinos e tomadas de decisões antes das missões. Foi lançado em 2010 pro Facebook, tendo sido descontinuado em 2013.
Assassin’s Creed: Initiates não é bem um jogo, mas um site que servia para reunir todas as informações do lore da franquia. Foi lançado em 2012, mas também foi descontinuado.
Assassin’s Creed: Liberation é um game com gameplay voltado aos moldes dos jogos principais. Traz como protagonista Aveline de Granpé, em uma história ambientada em Nova Orleans, ocorrida em paralelo aos eventos de Assassin’s Creed III. Foi lançado em 2012 para o PSVita, e depois ganhando versões remasterizadas para PS3, Xbox 360, PC, PS4, Xbox One e Nintendo Switch.
Assassin’s Creed: Pirates é um jogo mobile voltado 100% à mecânica de batalhas navais. Foi lançado em 2013 para iOS e Android, mas foi descontinuado em 2017.
Assassin’s Creed: Freedom Cry é considerado uma DLC standalone de Black Flag. Traz exatamente a mesma gameplay, porém com uma história inédita protagonizada por Adéwalé, se passando depois da aventura de Edward Kenway. Saiu em 2013 para PS3, PS4, Xbox 360, Xbox One e PC. Posteriormente saiu também para Nintendo Switch.
Assassin’s Creed: Chronicles é um game dividido em 3 capítulos, cada capítulo trazendo uma história inédita, com protagonistas, locações e épocas diferentes. Todos com gameplay 2.5D e muito foco em stealth. Chronicles China se passa na Dinastia Ming e é protagonizado por Shao Jun. Chronicles India se passa na época da guerra entre o Império Sikh e as Índias Ocidentais, e é protagonizado por Arbaaz Mir. Já Chronicles Russia se passa no ano de 1918 e é protagonizado por Nikolai Orelov. Saiu entre 2015 e 2016 para PS4, Xbox One, PSVita e PC.
Assassin’s Creed: Identity foi um game mobile focado principalmente no Multiplayer. Foi lançado em 2016 para iOS e Android, sendo descontinuado em 2021.
Assassin’s Creed: Rebellion é outro game mobile focado em elementos de RPG, gatcha e administração da sua própria base de Assassinos. Controlamos diversos personagens diferentes, numa história que se passa na mesma época do filme live action. Foi lançado em 2018 pra iOS e Android.
Assassin’s Creed: Nexus VR é um game focado em gameplay 100% realidade virtual, onde revivemos aventuras de Ezio, Kassandra e Connor. Lançado em 2023 para Meta Quest 2 e 3.
Por fim, Assassin’s Creed: Invictus é um game anunciado que focará somente no multiplayer. Será lançado como parte do Assassin’s Creed: Infinity.
Claro que, além dos jogos, a franquia Assassin’s Creed se expandiu para diversas outras mídias. Temos títulos da saga em animações, quadrinhos e livros, todos trazendo conteúdo canônico que complementa a história da saga, principalmente relacionado aos tempos modernos. Tramas com personagens como Juno são mais detalhadas e até finalizadas nos quadrinhos, por exemplo (sendo até mesmo alvo de críticas dos jogadores por conta disso). Claro, tem também o filme live action lançado em 2016, que traz ligações com os jogos. Vale destacar também o crossover entre Assassin’s Creed e Watch Dogs Legion, que apesar de tudo, não parece ser considerado canônico pela Ubisoft.
Assassin’s Creed é uma das franquias mais consagradas da atualidade. Nasceu de outra franquia famosa, e cresceu tanto a ponto de engolir quase todo o resto do catálogo da Ubisoft, que por si só possui várias outras franquias consagradas como Rainbow Six, Splinter Cell e o próprio Prince of Persia. Explorou diversos outros estilos, e chegou a perder a mão nessa exploração. Por mais polêmica que seja, ainda é uma saga interessantíssima para fãs do gênero e também de história.
Qual o seu Assassin’s Creed favorito? Comenta aí!
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