Review – Dragon Ball Sparking! ZERO: Super Limit-Breaking NEO, a DLC gigante quer reconquistar os fãs

Depois de meses de reclamações da comunidade, Dragon Ball: Sparking! ZERO recebeu sua maior expansão até agora. Com 33 lutadores, quatro arenas e um modo solo inédito, Super Limit-Breaking NEO ataca exatamente os pontos fracos que os fãs mais criticavam.
Do fenômeno de vendas à caça às bruxas
Dragon Ball: Sparking! ZERO viveu uma montanha-russa desde o lançamento, em outubro de 2024. O retorno da linhagem Budokai Tenkaichi após 17 anos estreou com vendas recordes, análises elogiosas e uma comunidade gigantesca. Em poucos meses, porém, o clima virou. Parte dos fãs passou a inflar falhas menores, como a pouca personalização e a seleção enxuta de arenas, e o jogo ganhou fama de superestimado.
É nesse contexto que a Spike Chunsoft lançou, em 30 de julho, o DLC Super Limit-Breaking NEO. A expansão saiu para PS5, Xbox Series e PC, com as versões de Nintendo Switch e Switch 2 previstas para depois. Segundo as análises internacionais e brasileiras, a expansão parece ter sido montada com a lista de reclamações da comunidade aberta em cima da mesa.
O Dragon Ball clássico finalmente ganhou espaço

Os 33 novos lutadores cobrem todas as eras da franquia. O grande destaque, porém, vai para o Dragon Ball original, até então quase simbólico em um elenco com mais de 180 opções. Chegam nomes como Vovô Gohan, Tao Pai Pai, General Blue, Nam, Androide 8 e Piccolo Daimaoh. A lista ainda inclui Majunior, Chi-Chi em versão lutadora e o Goku do Torneio Mundial.
A curadoria vai além do reconhecimento imediato. Ela permite recriar confrontos inteiros da primeira fase da obra, do encerramento do 23º Torneio de Artes Marciais aos desafios da saga da Red Ribbon. As demais eras também foram contempladas. Dragon Ball GT ganhou Super 17, Nuova Shenron e as versões de Vegeta e Trunks, enquanto Dragon Ball Super recebeu Jaco, Champa e Cheelai. Clássicos perdidos de Budokai Tenkaichi 3, como Rei Vegeta e o Supremo Kaioh, completam o pacote. Escolhas inusitadas como Mighty Mask e Chilled fecham a conta.
Limit Breaker Journey, a estrela do pacote

A novidade mais elogiada, porém, não é personagem nem cenário. O Limit Breaker Journey é um modo solo inédito em que o jogador escolhe qualquer lutador desbloqueado e o fortalece. As jornadas acontecem em mapas de destinos sorteados, com eventos aleatórios e batalhas de dificuldade variável.
A estrutura lembra um roguelite: viajar consome stamina, chegar cansado em uma luta reduz a vida inicial, e vencer nessas condições rende mais experiência. Pontos de atributo, Battle Arts sorteadas e feijões senzu como rede de segurança completam o sistema. Duas versões do mesmo personagem podem terminar completamente diferentes, e os lutadores evoluídos podem ser levados para batalhas offline e partidas entre amigos.
Para as análises, o modo resolve um problema silencioso do jogo: com centenas de personagens, a maioria sumia da rotação depois de poucas partidas. Agora existe um motivo real para tirar os esquecidos da geladeira. A ressalva fica para o nome, que promete mais aventura do que entrega. Não há mundo aberto para explorar, apenas uma sequência de decisões, eventos e combates.
Casa do Kame, roupas novas e o que veio de graça
As quatro novas arenas atacam outra reclamação antiga. A icônica Casa do Kame e o Palácio de Kami finalmente entraram no jogo. Completam a lista a Tundra Amarga, de Dragon Ball Super: Broly, e a Estratosfera, com versões ligadas à Terra e ao Planeta Vegeta. A expansão ainda traz mais de 20 opções de personalização, incluindo trajes pedidos havia tempos, como a jaqueta do Goku na saga do Cell. Algumas roupas chegam a alterar técnicas, caso do Falso Super Saiyajin.
Vale destacar o que não entra na conta do preço. As mecânicas Sparking! Boost e Chain Blast, que deixam os combates mais agressivos, chegaram em atualização gratuita para todos os donos do jogo base. O pacote grátis ainda inclui três variações de arenas existentes.
Nem tudo são flores em Neo
As críticas ao pacote existem, mas são pontuais. A dificuldade do jogo subiu demais nas últimas atualizações, e as novas Episode Battles chegam a ser consideradas injustas por parte dos jogadores. A personalização, embora ampliada, segue desigual entre os personagens, e as arenas adicionadas são majoritariamente locais conhecidos, sem cenários inéditos de verdade.
Ainda assim, o consenso é claro. Super Limit-Breaking NEO é a expansão mais bem pensada que Sparking! ZERO já recebeu, ideal para quem segue jogando e essencial para os fãs do Dragon Ball original. Quem largou o título por causa do combate ou do online, porém, não vai encontrar motivos para voltar. A expansão não mexe em nenhum dos dois.
0 comentário